Simone Morgado fez um apelo ao ministro para que seja reservado recurso, ainda este ano, para a recuperação do Palacete Augusto Corrêa, que, segundo ela, se configura como referência histórica e arquitetônica do desenvolvimento local, “cuja importância ultrapassa os limites do simples patrimônio predial, pois simboliza o crescimento e o sentimento de modernidade em uma sociedade que há muito se tornou referência cultural e histórica de toda a região do nordeste paraense”.
O historiador bragantino Dário Benedito esclarece que o prédio é uma cópia fiel de um prédio da família real de Bragança, assim como muitos outros exemplares no Brasil, repetindo a ideia de homenagear as heranças portuguesas. Foi inaugurado provavelmente entre os anos de 1902 e 1903.
Dário explica que no Palácio Augusto Corrêa já funcionaram diversas repartições municipais, como a Câmara Municipal e a Junta de Serviço Militar e que, ao longo de sua história, ocorreram quatro modificações de uso do prédio, incluindo sua transformação em delegacia de polícia e cadeia e Inspetoria Regional de Saúde Pública.
Até 1938, explica Dário Benedito, a delegacia de polícia funcionava no térreo do Palacete Augusto Corrêa, onde estava o arquivo. “A fachada manteve suas características originais. Porém, internamente, as mudanças foram significativas, incluindo os acréscimos, a escadaria em acapu foi realocada em 1978, da lateral do hall de acesso ao centro, resultando em uma nova configuração tanto no térreo como no primeiro pavimento. Ambientes novos foram criados, como banheiros e salas de secretarias, uma copa e um anexo que funciona atualmente como depósito”, explica o historiador.
As adaptações influenciaram elementos decorativos como luminárias, revestimentos de piso, parede e forro, sendo que este último foi completamente substituído em grande parte por PVC.
(Luiza Melo/Diário do Pará)
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