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Zeca Baleiro elogia cena musical paraense

O curioso compositor Zeca Baleiro, alma de grandes músicas e voz de intensas histórias, pisou em Belém nessa semana para cantar seus “Sucessos do Zeca”. O artista, que tem nome marcado na história da MPB, mantém forte ligação com Belém, com o estado do Pa

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O curioso compositor Zeca Baleiro, alma de grandes músicas e voz de intensas histórias, pisou em Belém nessa semana para cantar seus “Sucessos do Zeca”. O artista, que tem nome marcado na história da MPB, mantém forte ligação com Belém, com o estado do Pará e com os ritmos que também são comungados por ele e pelos maranhenses que sofreram influência do Caribe, através das rádios.

Ao lado de parceiros como Arnaldo Antunes, Lenine, Fagner, Zeca Pagodinho, Zé Ramalho - homenageado por Zeca Baleiro este ano com um CD e um DVD só com composições do paraibano - e Chico Cézar (com quem dividiu apartamento em São Paulo, na década de 1990, época de seu primeiro disco, “Por Onde Andará Stephen Fry?”), Zeca Baleiro é uma metralhadora de hits. De “Heavy Metal do Senhor” até a chorosa dor de cotovelo de “Dodói”, passando por “Flor da Pele”, “Salão de Beleza”, “Bandeira”, “Stephen Fry”, entre outras.

Desde o começo, deixa clara sua ânsia por uma MPB renovada, misturando o rock a ritmos nordestinos, muito contagiado também pela renovação cultural de cidades como Recife, naquela época. Nascido em Arari, no Maranhão, o artista fica dividido, assim como seu estado. De um lado, a efervescência nordestina, de outro a curiosa Amazônia, com seus encantados batuques e guitarras.

Ele conta que demorou a conhecer Belém, mas se sente em casa aqui. Na capital paraense, tem primos e amigos de profissão que já encontrou em estúdios, palcos e com quem já dividiu vozes em faixas gravadas recentemente ou não.

“Gravei com Natália [Matos], com Nilson [Chaves], tenho parcerias com Joãozinho Gomes, poeta paraense radicado em Macapá, fiz colaborações com Lia Sophia, tenho primos queridos aí [em Belém], alguns bons amigos... Demorei a conhecer a cidade, mas criei uma relação muito especial com ela desde que a conheci”, declara. E completa que “os paraenses e os maranhenses têm muito a ver, no passado foram uma coisa só, né?”, ri.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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