Uma vasta programação cultural com cinema, música, poesia, teatro e shows de artistas paraenses. Junto com isso, um mercado de produtos culturais, fruto das oficinas realizadas por crianças, adolescentes e adultos que frequentam as atividades dos núcleos de oficinas do Curro Velho e Casa da Linguagem, e comidas típicas, tudo num cenário às margens do rio. Pronto, está formada a Feira da Beira, que terá mais uma edição nesta sexta-feira, com entrada franca.
Entre os artistas convidados, está o cantor e compositor paraense Arthur Espíndola, que apresenta o show “Amazônia Samba”, com o samba e músicas autorais como foco. Ele, que agora será atração, já foi público da Feira da Beira. “Assisti ao evento e comentei com o Paulo Moura (violonista que faz parte da equipe das Oficinas Curro Velho) que queria tocar, e esse ano vou ter essa oportunidade”, diz o cantor.
Espíndola conta que tem uma grande expectativa para a apresentação, principalmente pelo espaço que, segundo ele, tradicionalmente agrega diferentes vertentes e estilos musicais.
E a Feira da Beira é mesmo, em seu formato, um evento pensado para agregar múltiplas linguagens e artistas, contribuindo para a formação de público para a arte.
“Possibilita uma gama de interesses maior, já que tem gente que vai pelo artesanato, outros pelo teatro e acabam curtindo a música. Com isso, ganham os artistas, que têm a chance de atrair um público que talvez ainda não conheça seus trabalhos”, destaca Arthur Espíndola.
Para Walter Figueiredo, diretor de Interação Cultural da Fundação Cultural do Pará, à qual o Curro Velho está ligado, a Feira da Beira amplia o foco do entretenimento.
“A Feira nasceu como uma forma de agregar todas as linguagens artísticas desenvolvidas na Fundação. É uma mostra do trabalho desenvolvido ao longo do semestre e também um espaço de sociabilidade”, diz
Esta edição chega com um clima especial de Círio, e além do show de Arthur, envolve também uma mostra com os resultados das oficinas de Artes Cênicas e Audiovisuais, a apresentação do espetáculo “Auto da Lua Crescente”, com a Orquestra Choro do Pará, desenvolvida dentro do Curro Velho, e do grupo Carimbó Pirata, com a peça “Zeca de uma Cesta Só”. Haverá também o “Mercado Curro Velho”, com os trabalhos das oficinas de artes e ofício, comercialização de artesanato e a praça de alimentação.
A programação da Feira é realizada sempre às sextas-feiras, abrindo espaço para artistas e expositores venderem seus produtos.
(Diário do Pará)
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