O premiado documentário “China Livre: a Coragem de Crer”, já exibido em 26 países e indicado ao Oscar, pode ser visto hoje no Cine Líbero Luxardo, em sessão única, às 19h.
O filme aborda temas atuais, como a política do filho único e as tecnologias anti-censura que estão quebrando o grande firewall da internet chinesa e promovendo a liberdade de informação no país.
Uma das histórias contadas no filme é a de Jennifer Zeng, mãe e ex-membro do Partido Comunista Chinês que, juntamente com 70 milhões de chineses, praticava o Falun Gong, uma disciplina de cultivo espiritual que foi proibida pelo governo. Um dia a polícia cibernética interceptou um e-mail e Jennifer foi detida e presa em um campo de trabalhos forçados. Sob tortura física e mental, ela precisa decidir: manter-se firme e definhar na prisão, ou renegar a sua fé para ganhar a liberdade e poder contar a sua história ao mundo?
Do outro lado do mundo, o Sr. Charles Li, empresário americano de origem chinesa, quis fazer a sua parte para deter a perseguição na China, procurando difundir informações sem censura na televisão controlada pelo estado. Descoberto, Charles foi detido pela polícia chinesa e condenado a três anos de “reeducação” num campo de trabalhos forçados, onde é obrigado a produzir “pantufas Homer Simpson”, vendidas em lojas de vários países.
Centrado na história de Jennifer e Charles, o documentário expõe as atrocidades cometidas pelo governo chinês contra os dissidentes políticos, e suas ligações com as práticas comerciais desleais com o ocidente.
O filme levou os prêmios de melhor documentário no Garden State Film Festival, em Atlatic City, EUA; no Noida International Film Festival, na Índia, além de melhor programação no Open Film Festival Travno, na Croácia, entre muitas outras premiações e indicações.
(Diário do Pará)
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