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Banquete Ópera Festival chega a Belém

Baseados no conceito da dramaturgia espacial, aquela que é feita fora de um palco convencional e se envolve com os espaços abertos, os diretores de ópera Caio Cézar e Kátia Brito promovem pela primeira vez no Pará o Banquete Ópera Festival. O nome anuncia

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Baseados no conceito da dramaturgia espacial, aquela que é feita fora de um palco convencional e se envolve com os espaços abertos, os diretores de ópera Caio Cézar e Kátia Brito promovem pela primeira vez no Pará o Banquete Ópera Festival. O nome anuncia que evento vai contemplar mais que só uma manifestação de arte, mas misturar aspectos e linguagens culturais, colocando na mesa alimento para o corpo e para o espírito, numa viagem artístico-sensorial.

Realizado na Fazenda São Jerônimo, localizada em Soure, no Marajó, e conhecida por já ter sido cenário para novelas e programas da Rede Globo, o festival vai apresentar três dias de óperas, passeios no espaço e um grande banquete, sem exageros, preparado pelos chefs Thiago Castanho e Jerônima Brito, como anfitriões, que ainda vão receber outros três. “O que mais me impressionou no espaço foi a natureza e a conjunção de três biomas que mostram por que essa fazenda é tão requisitada. Ela tem uma conjunção rara de floresta nativa, floresta de manguezal e mar”, explica o maestro Caio Cézar, que demostra entusiasmo e emoção da realização do trabalhoso e esperado festival.

Homenageando os encantos naturais da noite, do entardecer e do amanhecer, o primeiro dia traz a apresentação da ópera italiana “La Serva Padrona”, de Pergolesi, no segundo e terceiro dias, cenas completas de algumas óperas serão apresentadas, com músicas de Villa Lobos e Carlos Gomes. O maestro Caio Cézar conta que a ideia do evento surgiu se debruçando na obra “Floresta Amazônica”, de Villa Lobos, composta em 1958. “A gente vai levar pela primeira vez essa obra de volta para lá, depois de tanto tempo, e que é uma obra importantíssima pra música clássica”, declara o artista. Caio ainda conta que o espaço foi observado e ele próprio é palco, cenografia e figura as obras, sendo explorado ao máximo para a composição das cenas e cantos. “O Marajó tem essa magia de ser fantástico em todos os sentidos. Tudo é regido pelas águas e pela Lua. Mas não é só uma questão de beleza, mas uma questão acústica que eu não acreditei que a gente pudesse fazer. A água e as madeiras da floresta fazem do lugar uma caixa acústica incrível, é a força que a natureza tem. A iluminação é com tocha e o remo movimenta os artistas nos rios. Eu acho que a parte mais impressionante é isso, é a floresta, ela que é o grande condutor do projeto inteiro”, declara o diretor.

Após as apresentações, o público esperado vai degustar a culinária amazônica pelas mãos de grandes chefs. Será a hora do banquete, dando continuidade à experiência sensorial de viver por alguns instantes na Amazônia, com um toque gourmet. O espaço será montado também pelos encenadores e cenógrafos do espetáculo, que vão fazer a montagem das mesas. Além de comer, o público ainda vai entender parte da culinária com palestras que parecem conversar de cozinha, revelando processos criativos que utilizam ingredientes regionais.

Comida, viagem e entrada para toda a programação nos três dias de evento já vêm inclusas no pacote de R$4.680, que pode ser comprado pelo site foodpass.com.br, que promete dar passagem a uma viagem artístico-sensorial no Marajó.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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