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Novos formatos de livros trazem interatividade

Andrei Simões é escritor, biólogo e professor universitário. Tem dois livros publicados nacionalmente: “Putrefação” (2005) e “ZON, O Rei do Nada” (2013). Porém, bem antes de chegar ao formato físico de livros, já publicava o livro virtual “A Espiral” (200

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Andrei Simões é escritor, biólogo e professor universitário. Tem dois livros publicados nacionalmente: “Putrefação” (2005) e “ZON, O Rei do Nada” (2013). Porém, bem antes de chegar ao formato físico de livros, já publicava o livro virtual “A Espiral” (2000). “Quando realizei minha primeira publicação em livro físico eu já tinha mais de 600 textos publicados na internet e lancei ‘A Espiral’ publicando um capítulo por semana neste mesmo meio. Como escritor, sem dúvida me satisfaz muito mais o livro físico, mas não acho que os tantos formatos que temos hoje de leitura façam competição entre si”, afirma o escritor.

E-books, audiobooks, são exemplos de como o contato com os livros vem ganhando outras formas. A demanda por livros eletrônicos está cada vez maior, entre os principais formatos usados está o ePUB, por exemplo, que permite ler em telas de diversos tamanhos e aumentar o corpo das letras como o leitor desejar; o autor também ganha liberdade para usar a margem, incluir pequenas animações e ilustrações. E mesmo que os leitores mais tradicionais torçam o nariz quando se fala em audiobooks, suas vantagens também são inegáveis.

“O que mudou nessa percepção do livro – graças aos diferentes formatos que ele tem hoje – é justamente a forma como nos relacionamos com ele, com o conteúdo que ele carrega. É possível ‘ouvir’ um livro enquanto se está na malhação, ou levar uma biblioteca gigantesca no bolso graças ao e-readers. E isso de forma alguma é ruim. Há quem não goste do livro físico e quase não os tem em casa, em compensação é um leitor assíduo. O que é importantíssimo na construção de uma geração leitora, independente da plataforma de leitura”, considera Ricardo Silva, crítico literário e autor do blog “Roedor de Livros”.

E nessa convivência entre tradição e novas tecnologias, nem mesmo é uma questão de geração, garante Ana Laura, 16, fã de livros apenas em suas versões físicas. “Eu até já li algumas coisas em e-book, mas só porque não existia uma versão física. Eu gosto muito mais de sentir o livro nas mãos, levar na bolsa, folhear, e acho mais fácil concluir um livro inteiro se for o físico – é menos cansativo para a vista”, afirma. “Numericamente não sei se a existencia dos e-books ampliou o número de leitores, mas quanto mais alternativas de leitura, melhor”, comenta a estudante.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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