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Projeto é palco aberto para música da cidade

Se você percorrer a linha do tempo de suas redes sociais em busca de uma atração musical para curtir a noite em Belém certamente vai encontrar atrações ao vivo em vários lugares mas dificilmente vai encontrar bandas que tocam suas próprias músicas, já que

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Se você percorrer a linha do tempo de suas redes sociais em busca de uma atração musical para curtir a noite em Belém certamente vai encontrar atrações ao vivo em vários lugares mas dificilmente vai encontrar bandas que tocam suas próprias músicas, já que o cover é quase unanimidade nos bares da cidade. Um coletivo de artistas resolveu se unir e realizar o projeto “Quarta Autoral” que está com temporada aquecida no Old School Rock Bar, e promovem todas as quartas-feiras apresentações de exclusivamente de bandas autorais locais. Em duas edições o projeto já apresentou as bandas Enfim Nós, Lucas Guimarães, Zeromou, Blind For Giant e, com isso, tem ganhado força e atraído cada vez mais músicos que querem um espaço para mostrar seu trabalho. Nesta quarta é dia da cantora Lívia Mendes, com seu pop folk, o som intimista e praieiro da banda Maraú, e o rock alternativo dos meninos da Dois na Janela assumirem os palcos.

“Belém está aos poucos abrindo os olhos para cena autoral. Educar um público, estimular os músicos a criarem e remunerá-los por isso, é uma tarefa árdua para uma cidade que culturalmente não se acostumou com isso. Essas pequenas iniciativas, como a da Quarta Autoral do Old School, tornam-se grandes passos se vistos a longo prazo”, acredita Davi Paes da Dois Na Janela.

Quase todos os artistas que compõem o coletivo afirmam que tem grandes dificuldades de adentrar esse mercado e veem no projeto uma chance de mudar uma cultura de só ouvir música cover na cidade.

“Acredito que como uma artista com pouco tempo de carreira em Belém dentro da cena da produção independente, é muito importante alcançar o maior público possível e, entrar no nicho dos bares que normalmente não recebem a música autoral é oportunizar que nosso som chegue a um público diferente”, aposta Lívia Mendes.

Apesar da cidade ter uma cena cultural muito aquecida, com novos trabalhos surgindo na velocidade da internet, as bandas autorais costumam ter espaço para se apresentar apenas em festivais ou em festas promovidas geralmente pelos próprios artistas.

“Sempre tocamos em casas alternativas e espaços destinados à cena independente. Belém é uma cidade com a cultura cheia de pluralidade e os músicos e produtores da cena contemporânea tem se movimentado bastante pra fazer as coisas acontecerem. Seria maravilhoso se houvesse mais apoio”, anseia a cantora.

A maioria dos artistas pensa dessa forma e acredita que levar a música autoral ao bares é fazer com que o público comece a conhecer a cena e até se tornar entusiastas desse tipo de música.

“Infelizmente vejo menos shows autorais do que há alguns anos. Espero que isso mude e o termo “autoral” se torne desnecessário. Que rock seja sinônimo de bandas novas, e nós temos muitas, mas nem todas aparecem porque não há tanto espaço”, acredita Leonardo Pratagy da Zeromou.

(Diário do Pará)

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