A nona edição do festival “Bar em Bar” começa esta semana em todas as regiões do país, com o tema “Brasil, Mostra a Sua Rua”. São mais de 300 bares em 20 cidades, incluindo Belém. Para o público, o festival começa hoje, reunindo 27 bares e um cardápio de delícias. O festival tem o objetivo de valorizar a gastronomia dos bares, botecos e botequins, uma tradição brasileira.
A ideia é simples, e provavelmente por isso, bem sucedida: cada estabelecimento prepara um petisco especial, que é oferecido aos clientes a preços promocionais durante o evento. Os exemplos de criatividade dos participantes vão desde a mistura de ingredientes, como fez o 091 Bar Boutique, que trará um sanduíche de costela bovina defumado com maionese de jambu, até o nome dado aos pratos, como é o caso do Bar do Gio, que participa com o pastel “Pega e Não me Larga”, o Bulldog Pub, com seu sanduíche “Bono Vox”, e o Cosanostra Caffe, com o “Rolinho Pai D’égua”.
Outra “missão” do “Bar em Bar” é gerar estímulo aos consumidores para que saiam de casa e frequentem os bares, que por natureza são ambientes festivos. “Os bares são a casa da alegria, da descontração, da confraternização entre amigos e familiares. Estão de portas abertas para a rua e são pontos iluminados que dão vida às cidades”, enfatiza Paulo Solmucci, presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que realiza o festival, aqui em Belém com o apoio do Grupo RBA.
Há muitos anos o evento não era realizado em Belém. “Essa primeira edição será uma forma de difundir o festival novamente e fortalecer sua marca, atrair novos associados, para só então, em sua próxima edição retomar o concurso e outras atividades que ocorriam em suas primeiras edições na capital paraense”, explica o media partner Edgar Marçal.
Festival ajuda a fortalecer os bares
O diretor de bares da Abrasel em Belém e dono do Old School Rock Bar, Artur Bestene, afirma que o evento pode trazer um novo olhar do público para estes espaços da cidade, algo que ele próprio já ansiava, ao assumir um bar frequentado principalmente por jovens. “Sou chef de cozinha e já tinha o Buffalo Bill Steak House e o Circus Hamburgueria, antes de adquirir o Old School, em fevereiro desse ano. A partir do momento que assumi a casa, busquei dar esse toque mais gastronômico, fazer com que tivesse também esse atrativo além da música e boa bebida. Com o festival, acredito que as pessoas vão reparar mais nessa questão dos pratos, algo que estava ofuscado”.
Em tempo de crise - e mesmo fora dela -, a perspectiva de quem trabalha com bares é de que a união do setor a partir de eventos como o “Bar em Bar” ajuda a fortalecer o mercado e fomentar a cultura da noite em Belém, exigindo direitos para os que trabalham nesse tipo de empreendimento e também para os consumidores, como o policiamento e o transporte público ao longo da madrugada.
“A ideia do festival é boa, por promover esse circuito de bares, essa movimentação das pessoas pela cidade, além de trazer a atenção da mídia para problemas que são típicos de quem atua nesse ramo”, comenta Bestene. “Bares são pontos de encontro de amigos, e abertos e funcionando, promovem essa sensação de segurança”, completa.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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