É habitual que as eliminatórias tenham na torcida a presença de amigos e familiares de cada compositor e intérprete, mas durante a final, somam-se a eles o público que chega para dançar ao som de um bolero, do carimbó e do zouk (há um finalista do gênero) ou ter uma noite a dois curtindo baladas, música popular paraense e tantos outros gêneros românticos, com letras que são verdadeiros poemas.
Não será diferente dia 19, na Assembleia Paraense, quando serão conhecidos os grandes vencedores da 7ªedição do festival. A noite ainda terá a gravação de um CD e um DVD, parte do prêmio aos 12 finalistas.
“Eu estou apaixonada pelo evento, é a primeira vez que venho e gostei muito. Minha torcida já é para a Juliana Franco”, comentava a servidora pública Helena Pinheiro, 49, acompanhada do advogado Andrei Cardoso, 44, durante as eliminatórias. “Todas as músicas foram muito boas, com bons intérpretes, mas ‘Ofegante’ foi a mais bonita”, ele opina.
Assim como Helena, muitas pessoas viam o festival pela primeira vez, como o casal Charles Estand e Sheila Araújo. “Quem soube do evento foi a minha esposa, que acompanhou nas mídias e me informou. A proposta do festival é muito boa, é um incentivo à música local e um espaço para muitos poderem mostrar o seu trabalho, ganhar reconhecimento do público e de crítica, eu acho que é superimportante e pretendo acompanhar mais edições”, comenta Charles Estand.
Entre os amigos que comparecem à festa, sempre estão muitos músicos, que não competem, mas acompanham, ouvem novas vozes, e já planejam até parcerias posteriores ao evento. “Maravilhoso! Pela qualidade técnica, pelas letras, intérpretes. Eu gostei do bolero que a Andrea [Pinheiro] cantou, da apresentação da Juliana [Franco], é difícil escolher”, diz o multi-instrumentista Paulinho Moura, junto a outros músicos, espiando tudo à distância e fazendo suas avaliações. Logo na frente, nas primeiras mesas, torcida com faixa e camisetas personalizadas, uma festa só.
(Lais Azevedo e Gustavo Aguiar/Diário do Pará)
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