No primeiro dia de eliminatória em Belém, Andrea Pinheiro precisou substituir o cantor Olivar Barreto, que passava por problemas de saúde. Assim, ela se viu de frente para a responsabilidade de defender uma composição no festival. “E que responsabilidade! Não só por assumir uma música de última hora, mas porque o intérprete que estava previsto era Olivar Barreto, um dos maiores cantores que eu conheço”, declarou.
Os jurados que tiveram a responsabilidade de escolher os finalistas foram Antônio Carlos Braga, o Careca Braga, guitarrista, compositor, arranjador, professor e ex-superintendente da Fundação Carlos Gomes; Regiane Freire, soprano e regente do Grand Coral da Casa das Artes (antigo IAP); Cesar Nunes, radialista e ator, programador musical da Rádio Cultura FM; Avelino Vaneta, compositor, poeta, jornalista e empresário de shows; e Eloy Iglesias, cantor e compositor. Todos bem preparados, mas com uma missão realmente difícil em mãos.
César Nunes destaca a surpresa positiva que teve com a qualidade das canções e composições. “Eu tive várias surpresas, primeiro os estilos musicais bem diferenciados. Você encontra salsa, bolero, afoxé, e segundo os arranjos muitos bons e as letras bem trabalhadas”, comenta.
Claro, também não estava fácil do lado dos intérpretes. Juliana Franco, que não é estreante no festival, ainda assim sentiu a pressão. “Mesmo que não seja a primeira vez, quando estou no Festival da RBA sempre tem aquele nervosismo antes de entrar no palco, mas é gratificante demais por me ver ao lado de grandes compositores e intérpretes do Pará”.
A ansiedade e o nervosimo também foram marcas do segundo dia de eliminatórias em Belém. Compositores, músicos, intérpretes teriam que superar as expectativas do público ansioso pelas apresentações de ritmos diversos. A beleza das interpretações e a profundidade emocional de arranjos e letras foram, perceptivelmente, decisivos para as escolhas.
“Eu sempre entendi que o festival reflete o momento que está passando culturalmente o país. As manifestações espontâneas dos compositores sempre aparecem justo nos festivais. Então eu acho que o Festival da RBA, há sete anos, cumpre com este papel. E cumpre com todo o entusiasmo. E a gente sempre considerou que é preciso alguém fazer isto, e nós estamos fazendo”, avalia um dos organizadores do evento, Edgar Augusto.
(Lais Azevedo e Gustavo Aguiar/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar