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“O Menino que Mordeu Picasso” em Belém

Livremente inspirado no livro homônimo de Antony Penrose, “O Menino que Mordeu Picasso”, a obra escrita e dirigida por Marcelo Romagnoli, tem apresentação em Belém nos dias 14 e 15 de novembro, no Sesc Boulevard. A peça narra o encontro de Pablo Picasso c

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Livremente inspirado no livro homônimo de Antony Penrose, “O Menino que Mordeu Picasso”, a obra escrita e dirigida por Marcelo Romagnoli, tem apresentação em Belém nos dias 14 e 15 de novembro, no Sesc Boulevard. A peça narra o encontro de Pablo Picasso com uma criança que frequenta seu atelier e acompanha o jeito de pintar de um dos artistas mais expressivos da história moderna.

A relação dos dois é o pano de fundo da trama, que fala sobre grandeza e a pureza de ser criança. Segundo o produtor Fábio Xepa, em muitos momentos Picasso é a própria criança. “A essência da peça pode ser resumida com a citação do próprio Picasso, que disse: “Passei a vida tentando aprender a pintar como uma criança’’.

Premiado com APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte - e vencedora do Prêmio Femsa de Teatro, ambos na categoria Melhor Ator para Fábio Espósito, o espetáculo vem sendo apresentado em diversas cidades do país, na capital e interior de São Paulo, Curitiba e Salvador.

Em Belém, o espetáculo de 50 minutos também será apresentado para alunos de várias escolas públicas paraenses, de quarta até sexta-feira. Tanto nas apresentações abertas ao público como para as escolas públicas no Teatro do Sesc Boulevard haverá tradução simultânea para Libras, promovendo a inclusão do público portador de necessidades especiais.

O elenco é encabeçado por Espósito, ator com grande influência na linguagem de clown, com passagem pelo Cirque Du Soleil e com 20 anos de carreira. Traz ainda Rodrigo Pavon, que veio do grupo paulistano Club Noir. O público é transportado para o atelier de Picasso em Cannes, na França em 1956, no cenário assinado por Marisa Bentivegna, que reproduz e apresenta diversas obras do artista, num grande jogo de cores, com a porta de entrada em destaque. A cenografia possui reproduções de obras do pintor tanto em pintura, como cerâmica, esculturas e outras feitas com sucata que ele recolhia pelas ruas. As máscaras usadas em cena foram criadas por Maria Cristina Marconi e inspiradas em esculturas de Picasso. Os figurinos pintados à mão levam a assinatura de Fábio Namatame. A trilha original é de Morris Picciotto, que leva para uma brincadeira com os timbres de desenho animado. Em algumas cenas mistura sonoridades espanholas com composições clássicas da vanguarda da época, como Igor Stravinsky.

EXPOSIÇÃO

O espetáculo acompanha a Exposição “Picasso _ Guernica e o Século 20”, conjunto de painéis de reproduções da obra do pintor organizados por Mivaldo Messias Ferrari, professor do Centro Universitário de Araraquara. A exposição será realizada no hall do Teatro onde ocorrerá a apresentação do espetáculo, durante a entrada e saída do público, em painéis fixos instalados no local.

(Diário do Pará)

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