Os 20 alunos participantes do Laboratório Pará x Caribe passaram os últimos dois meses em um intensivo de lambada, brega e carimbo. A temporada de imersão nos ritmos se deu para entender a forte relação entre a sonoridade musical paraense e a caribenha. A atividade foi idealizada por Iva Rothe e Nazaco Gomes, que queriam incentivar os alunoas a navegarem na mistura para descobrir novas possibilidades.O resultado disso pode ser conferido na próxima quinta-feira, 12, às 17h30, no teatro do Núcleo de Oficinas Curro Velho, em um show com repertório totalmente autoral e cheio de ritmo.
Luana Alves, cantora e aluna do laboratório, diz que não precisou de muito tempo para se apaixonar pela dinâmica da oficina. “Eu me encontrei nessa oficina. O merengue é presente nas noites de Belém, é um ritmo que não pode faltar. Mas conhecer a essência, de onde ele vem, por que se mistura e porque está aqui fez toda a diferença. Realmente valeu muito à pena”, explica a artista, que também canta nas noites de Belém. “Uma coisa que me ajudou aqui é que eu nunca tinha composto nada, e nessa oficina eu comecei a escrever letras de música, elas vêm como se estivessem prontas, preparadas. Estou muito feliz”, destacou Luana.
Segundo Iva Rothe, instrutora da oficina e técnica em gestão cultural da Fundação, a maioria dos alunos já são músicos ou estudantes de música, o que foi crucial para o processo de aprendizado e criação da equipe, o que facilitou a criação do repertório. “O repertório é composto de músicas produzidas aqui, são 10 músicas totalmente autorais, em alguns casos os alunos fizeram versões de músicas de outros alunos”, disse.
(Diário do Pará)
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