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Cronista da Rua lança segundo disco

O grupo de rap paraense Cronistas da Rua é um dos destaques do cenário hip hop de Belém. Canalizado pela força da rua e dos grupos organizados que se inspiram na street music, street art e street dance, MCs, B-boys e B-girls, grupos de dança de rua, colet

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O grupo de rap paraense Cronistas da Rua é um dos destaques do cenário hip hop de Belém. Canalizado pela força da rua e dos grupos organizados que se inspiram na street music, street art e street dance, MCs, B-boys e B-girls, grupos de dança de rua, coletivos de graffiti, o grupo lança o segundo disco com um show no Tábuas de Maré neste sábado.

Trazendo o código DDD - Discagem Direta à Distância - seguido do 91, número para as ligações direcionadas à região metropolitana, norte e nordeste do estado, o disco procura manter uma conexão artística e periférica a nível nacional, interligando culturas e jeitos de pensar sobre a vida.

Formado pelo vocal de Dime Cronista e o beat box de Alonso Nugoli, o grupo tem agora o DJ e produtor Proe.fx, que assume oficialmente o seu posto e contribui para as misturas estéticas do rap nortista fabricado pelo trio.

O disco é um encontro, uma conexão que conta com a participação de diversos artistas, dentre eles Bruno Habib, que assina a produção do CD, além dos músicos Márcio Jardim, Léo Chermont, Marcel Barreto, Doug, Príamo Brandão, Rafael Azevedo, e das cantoras Nanna Reis e Adriana Cavalcante.

“O processo de composição do disco foi muito natural. Todos os refrãos foram recebidos na rua, caminhando, ou em uma fila de banco, supermercado etc. Escrever, para mim, na maioria das vezes funciona como um lapso, ‘uma liga’ que chega e só recebo a ‘ligação’”, explica Dime Cronista, frisando o conceito do trabalho. “As composições do disco são imersões dentro de histórias que fazem conexão com o nosso íntimo, o rap faz muito isso e buscamos canalizar a energia para esse lado”, completa o vocalista.

O disco também é o ponto de partida para uma conexão ampla pelo Brasil. “A gente já está na pré-produção do primeiro videoclipe do disco e acabamos de ser contemplados com o prêmio Seiva [da Fundação Cultural do Pará]. Depois temos alguns outros shows aqui na cidade e em janeiro, já com o videoclipe lançado, vamos descer para São Paulo para dar continuidade no processo da ‘ligação’ e fazer o primeiro show do disco fora”, avisa Dime.

Amanhã, o show de lançamento do CD conta com a participação de pessoas que marcaram presença no disco, como Adriana Cavalcante, Nanna Reis e Roguesi. Além do show, a expectativa é que a festa também reúna grande parte da comunidade hip hop de Belém, promovendo duelos de MCs, campeonato de skate, apresentações de B-boys e intervenções artísticas de graffiti.

Esse cenário street que Belém tem visto se formar não foi um processo forçado, afirma Dime. “A evolução é algo natural e não seria diferente com o hip hop. Hoje é incontestável que esse é o estilo mais ouvido e consumido do mundo, do graffiti ao rap. E estamos chegando”, declara o artista.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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