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O futuro belo e verde do Caribe

Com várias regiões do Brasil enfrentando dificuldades de abastecimento de água, as atenções voltam-se para lugares e alternativas bem-sucedidas. Aruba é um desses exemplos. Seus 190 quilômetros quadrados de área - menor do que a cidade de João Pessoa, cap

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Com várias regiões do Brasil enfrentando dificuldades de abastecimento de água, as atenções voltam-se para lugares e alternativas bem-sucedidas. Aruba é um desses exemplos. Seus 190 quilômetros quadrados de área - menor do que a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba - não dispõem de fontes de água doce. Por isso, o país utiliza, desde 1932, um processo de dessalinização da água do oceano.

Primeiro, a água é coletada diretamente do Mar do Caribe e filtrada, até se tornar limpa. Porém, mesmo limpa, essa água contém 6 mil vezes mais sal do que o líquido que sai das nossas torneiras. Por isso, ela passa pelos processos de destilação multiestágios e osmose inversa, em que o sal é separado da água pelo controle da temperatura e pressão.

Em seguida, o líquido passa pela remineralização, etapa em que ganha os minerais exigidos pelos mais rígidos padrões de qualidade e também melhorando o sabor. Por fim, são adicionados fosfatos - que impedem a contaminação no transporte -e a água é desinfetada com raios ultravioleta. Só então, está pronta para ser bebida. Esse longo processo mostra o cuidado e respeito que o governo local têm para com seus moradores e os turistas que chegam de todas as partes do mundo. Ou seja, Aruba não é apenas aquele marzão de águas transparentes e paisagens inesquecíveis. A ilha também é uma verdadeira aula de sustentabilidade. “Nós, moradores da ilha, tomamos a água diretamente da torneira. O sabor é ótimo”, elogia Jonny Ramos, recepcionista de um hotel da ilha. “Além disso, o abastecimento é ótimo. Nunca ficamos sem água.”

O uso sustentável dos recursos, praticado em Aruba, é um exemplo a ser seguido. Nesse pequeno pedaço de paraíso, a utilização eficiente dos recursos é altamente motivado, tanto entre a população quanto entre os visitantes. Graças a isso, Aruba tem economizado US$ 50 milhões por ano (quase R$ 200 milhões) por meio de esforços para a sustentabilidade. “Procuramos diversificar as fontes de energia na produção de água na ilha”, diz Richard Frank. Ele é gerente de produção da empresa responsável pela geração de água e energia na ilha - a WEB Aruba - e ensina que o segredo é privilegiar os recursos naturais renováveis, para garantir a sustentabilidade de Aruba. É aquela velha história: sabendo usar, não vai faltar.

FUTURO VERDE

A produção hídrica não é a única medida sustentável do lugar. Muito engajada com a causa ambiental, a ilha foi vencedora do prêmio “Destino Líder” de sustentabilidade, promovido pela National Geographic, por difundir o pensamento ecologicamente correto entre os seus habitantes e visitantes e promover iniciativas de preservação de energia (veja box abaixo).

Para a preservação dos recursos naturais, são feitas limpezas mensais na costa, para manter as praias e recifes limpos. Projetos conscientes cuidam de animais machucados e doentes, e a Fundação Turtugaruba trabalha ativamente na preservação das espécies de tartarugas da ilha. Para promover o pensamento verde, Aruba tem projetos em escolas e uma certificação para profissionais do turismo. Aruba é assim. Além de linda, sábia.

*A repórter viajou a convite da Autoridade de Turismo de Aruba

(Diana Verbicaro/DOL)

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