No próximo sábado (21), universitários participam de mais uma edição do festival que envolve vídeos produzidos por estudantes. O festival OSGA promete ser mais um expoente dessa nova fase do cinema paraense.
Em 2014, o Coletivo Palafita, formado por estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), arrebatou um terço das estatuetas do festival, incluindo a de melhor filme e foi o maior vencedor da noite. Para este ano, novamente, eles têm sido cotados como favoritos. "Casa Velha" é o nome do curta-metragem preparado pelos estudantes para concorrer à premiação. O filme conta a história de Aristides, um idoso solitário, que recebe uma carta de despejo da casa onde viveu sua vida inteira. Durante quase 8 minutos, a narrativa é feita de forma bem humorada acerca do conflito de Aristides para não sair de sua casa velha. O personagem é vivido por Claudio de Melo, ator paraense, veterano, que já atuou em peças de destaque e diversos filmes.
Teaser do curta "Casa Velha":
Assista "Diário Íntimo", vencedor do OSGA em 2014:
A direção e roteiro são assinados por Luiza Chedieck e Wesley Rodrigues, que ressaltam a importância de se produzir audiovisual na Amazônia. “A importância é compartilhar o que há de bom na nossa terra. Como região, nos destacamos cada vez mais culturalmente pela nossa originalidade e particularidade. No cinema, não podemos ficar para trás. E festivais como o Osga são os maiores incentivadores para o nosso primeiro passo.”, disse Luiza. “É importante mobilizar a produção e estimular que novas iniciativas continuem surgindo. Isso fortalece o mercado e ajuda a consolidar a cena cinematográfica na cidade”, completou Wesley Rodrigues.
A jornalista Melina Marcelino, é uma das produtoras da série “Diz Aí Amazônida”, do Canal Futura. Ela conta que a série foi trazida para a Amazônia, justamente, para que se pudesse mostrar que aqui existe interesse em produção audiovisual e que o jovem amazônida produz com qualidade: “é mostrar que temos boas histórias e capacidade de contá-las”. Ela conta, também, que é importante mostrar a qualificação dos profissionais da região: “temos profissionais qualificados e ideias
tão boas quanto de outras partes do País. Sem contar que podemos mostrar a Amazônia como ela é, com o olhar de quem é daqui e vive essa realidade. Não uma produtora de fora, trazendo uma visão romanceada do que é a nossa região”.
(DOL)
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