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Festival premia filmes universitários

O boom da produção alternativa de cinema em Belém chegou junto com a segunda década do século 21. O baixo custo de câmeras de fotografia profissional do tipo DSLR, por exemplo, foi um dos impulsos a essa produção. Coletivos universitários como o Ver-o-Tak

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O boom da produção alternativa de cinema em Belém chegou junto com a segunda década do século 21. O baixo custo de câmeras de fotografia profissional do tipo DSLR, por exemplo, foi um dos impulsos a essa produção. Coletivos universitários como o Ver-o-Take, o Coletivo Palafita, do curso de Comunicação Social da UFPA, Miritismo, do curso de Cinema e Audiovisual da mesma instituição, e outros como o Quadro a Quadro surgiram nesse cenário. Agora, um novo espaço surge para exibir esses filmes, o Toró Festival Universitário de Audiovisual da UFPA, que começa hoje sua primeira edição, com apoio do Sesc Boulevard.

O festival teve cerca de 120 filmes inscritos e cerca de metade deles serão exibidos na mostra, a partir das 18h. A ideia surgiu no Núcleo de Produção Audiovisual, projeto de extensão da Faculdade de Cinema e Audiovisual da UFPA, coordenado pela professora Ana Lobato. “Passamos três anos trabalhando com produção, lançamos três filmes, já em parceria com o Sesc, e como é importante a circulação dos filmes, com a dificuldade que existe nessa etapa no Brasil, esse ano a gente vai trabalhar com a exibição. Por isso o festival”, explica Ana.

Até o dia 29, diversos filmes de diferentes categorias serão exibidos gratuitamente. Além de ficção e documentário, o festival inclui animação, videotape e experimentação, que vão disputar nas mostras competitivas. Devido o baixo número de inscrições, as categorias de videodança e webfilmes não terão competição.

Para o estudante de Artes Visuais Tarcísio Gabriel, bolsista do Sesc e um dos organizadores do evento, o Toró cumpre seu papel para a cena de Belém. “O festival é importante para dar visibilidade aos curtas produzidos por novos realizadores e também para a formação de um público consumidor de audiovisual regional, o que é tão importante quanto as próprias produções”, frisa o estudante. “Os festivais são janelas de exposição, papel importantíssimo para a formação do estudante de cinema”, completa.

Com poucos anos de curso de cinema na capital, o caminho ainda está no começo para incentivar a produção de filmes e vídeos. Por isso, a política de “portas abertas” do festival é bem-vinda. “Muitos universitários produzem audiovisual. Outras instituições já tem um novo histórico na realização de festivais audiovisuais, o que gera um número anual de produções de curta-metragens mais interessantes para o estado. Nesse cenário, estava faltando a representação de uma universidade pública, que tem grande relevância nacional, e no caso do Toró com o diferencial de um festival que aceita uma duração maior para os filmes, mais formatos e também inscrições nacionais, se igualando a festivais de estados como Pernambuco e Ceará”, acredita Tarcísio.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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