Há 19 natais que o Comitê Arte Pela Vida realiza um show beneficente cuja renda é toda para a confraternização de final de ano de vários pacientes portadores de HIV-Aids atendidos pela URE/DIP, unidade de saúde referência no tratamento da doença. Este ano o show ocorre exatamente hoje, Dia Mundial de Combate à Aids, com Gigi Furtado, Gláfira Lobo, Mariza Black, Luca Guimarães, Jarina Ayan, Renato Torres, Palhaços Trovadores, In Bust, o performer Rafael Bqueer, Cia. Mirai de Dança, apresentação de trechos dos musicais “Divina Magda” e “Além do Arco-Íris”, em roteiro assinado por Afonso Gallindo com técnica de palco e luz de Nando Lima. O espetáculo será apresentado no Teatro Margarida Schivasappa, a partir das 20h.
“A gente sente que dessa forma consegue valorizar e dar mais visibilidade a essas pessoas, porque a pior doença, pra nós, é o preconceito, essa é doença social”, explica o diretor do Comitê Arte Pela Vida, Francisco Vasconcelos. Por outro lado, o espetáculo também traz à tona temas como a importância do sexo seguro. “Hoje já existe uma banalização da Aids e ela está cada dia mais forte. A gente tem um dos maiores índices de mortalidade do país e vemos pessoas novas, com menos de 25 anos, que estão falecendo por conta da doença”, lamenta.
O estudante de artes visuais Rafael Bqueer, uma das atrações do evento, diz que, apesar da arte LGBT ter, historicamente, bandeiras contra o preconceito, o debate deve ser levado a todos os públicos. “Eu acho que essa luta tem que ser de todos. A aids não é restrita só ao grupo LGBT, todos estão expostos. Eu acho que é uma luta que deve ser abraçada pela comunidade e pela sociedade em geral, não só para ajudar os pacientes, mas como forma de prevenção”, avalia.
“Esse evento é uma forma de alertar sobre os cuidados e uma forma de reforçar um discurso de crítica para o sistema que ainda não está esclarecido sobre as questões do HIV, sobre as questões do tratamento e das formas de prevenção que existem para poder conter o avanço da doença. E eu acho que o meu trabalho participa de uma forma interessante, levando esse corpo que critica, que ironiza, que mostra uma outra possibilidade de existência”, justifica Rafael, que recebeu recentemente um prêmio paulista de arte queer (arte gay, em tradução livre), por conta de seu trabalho de performance utilizando seu corpo para ironizar as mazelas do lixão do Aurá, relacionando com o enredo de “Alice no País das Maravilhas”.
COLABORE
Show Arte pela Vida. Quando: Hoje, às 20h. Onde: Teatro Margarida Schivasappa (Centur - Gentil, esquina com Rui Barbosa). Classificação: 10 anos. Ingressos: Loja Ná Figueredo (Gentil, 449, Nazaré), Boteco do Camarão (14 de Março, 1032, Umarizal) e no Malícia Pub (Rui Barbosa, 369, Reduto). Mais informações: (91) 98342-1531 e (91) 98198-9370.
(Diário do Pará)
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