O ano de 2016 se aproxima com pelo menos seis boas promessas para a música que nasce da criatividade e esforços de artistas paraenses. Saulo Duarte, Arraial do Pavulagem, Arthur Espíndola, Dona Onete, Félix Robatto e Pinduca estão com patrocínio garantido para presentear a cena paraense e ganhar destaque nacional com projetos em diferentes formatos e que podem contribuir para um novo estágio na carreira de cada um deles e ainda manter fervendo esse caldeirão musical que tem sido o Pará.
Saulo Duarte, cantor e compositor paraense radicado em São Paulo, planeja o terceiro disco com sua banda A Unidade, no qual pretende trazer a sonoridade que é bem representativa de sua própria trajetória, uma mistura dos ritmos do Pará e sua origem caribenha com a nova cena paulista, da qual tem feito sua casa e ajudado a despertar em artistas de outros estados o interesse em conhecer e até tocar e compor influenciados pelos ritmos amazônicos.
Pinduca, nome de maior expressividade e referência ao Norte, aos 78 anos, planeja lançar um novo disco, o 34° da carreira. Sem lançar novos trabalhos desde 2009, ele ainda tem garantido pelo menos três shows pelo país para divulgação. O gênero do novo trabalho não é preciso adivinhar: vem muito carimbó em 2016.
O Arraial do Pavulagem tira da gaveta um projeto antigo e de grande importância para a cultura do Estado: com seus 28 anos de existência e oito CDs gravados, enfim produzirá um songbook com as partituras de suas músicas. Também um importante registro será o documentário sobre Dona Onete, contando suas contribuições para a cultura amazônica.
Já Arthur Espíndola pretende a realização do DVD “Tá Falado”, sonho antigo do sambista que mistura o samba a diversos ritmos regionais. E, para fechar essa boa lista de promessas de ano novo e que mais parece presente de Papai Noel, tem Félix Robatto se preparando para dar início ao “ Belemgue Banger”, seu segundo disco solo, com uma miniturnê programada.
Todos serão patrocinados pelo Natura Musical e trazem um perfil do que foi a seleção deste ano para o programa de incentivo. “Se por um lado você tem veteranos consagrados na música nacional, como Pinduca e Luiz Melodia, do outro estão artistas que se pode resumir como “as apostas” da música brasileira, como Arthur Espíndola e Juliana Perdigão. E há ainda os artistas que já são veteranos, porém a quem falta a consagração nacional, como é o caso de Dona Onete”, afirma Zuza Mello, crítico musical e membro da comissão de seleção.
“Foram 31 projetos aprovados e a gente fica muito feliz de ver a diversidade de representação, não só de região, mas de estilos em si”, afirma Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. Ela destacou ainda o fato de o maior número de projetos selecionados ser de artistas paraenses: “Belém está num momento espetacular”, avalia.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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