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Grupo Cuíra encena novo espetáculo em casa nova

A rica cultura popular paraense sempre foi curiosidade e encanto para a atriz e diretora Olinda Charone. Foi explorando esse tema que Olinda realizou a pesquisa para o espetáculo “Esse Corpo que me Veste”, produção do grupo Cuíra em cartaz até amanhã, na

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A rica cultura popular paraense sempre foi curiosidade e encanto para a atriz e diretora Olinda Charone. Foi explorando esse tema que Olinda realizou a pesquisa para o espetáculo “Esse Corpo que me Veste”, produção do grupo Cuíra em cartaz até amanhã, na Casa Cuíra, o novo espaço do grupo, depois do fechamento do teatro que ocupava na esquina das ruas Riachuelo e Primeiro de Março.

As pastorinhas eram o objeto de estudo do pós-doutorado de Olinda em Portugal, pela Escola de Teatro e Dança da UFPA. Mas foi o teatro litúrgico que encontrou e que se transformou no ponto de partida para o espetáculo premiado pela Fundação Cultural do Pará. “Quando voltei, senti a necessidade de explorar o teatro litúrgico e o que seria isso na contemporaneidade. Fui buscar histórias de vidas e a gente foi construir todo esse espetáculo”, diz Olinda.

À pesquisa dela, se integrou o trabalho do dramaturgo Edyr Augusto, que segundo ele próprio explicou em entrevista à editora Boitempo, partiu do julgamento de Cristo por Pilatos, mas acabou reescrito para compor uma visao mais ampla da questão religiosa nos dias de hoje.

Com direção de Wlad Lima e Olinda e a irmã Zê Charone em cena, a peça conta histórias de várioas pessoas e a sua relação com a religiosidade, sem se prender a uma religião específica. “Estamos falando da minha vida, da Zê, da Wlad, do Edyr, de histórias de vida de amigos nossos que contaram para gente e que a gente colocou no espetáculo. E costuramos com toda uma questão da religião mesmo. A gente está num novo espaço e isso já foi pensado dentro dele, já que a gente está morando aqui e temos essa questão da encenação apropriada ao espaço”, conta Olinda.

E a experiência desse espaço é intimista: o espetáculo é destinado a um público de apenas 16 pessoas, que vão ter de agendar a ida para assisti-lo, de forma gratuita.

“Esse Corpo que me Veste” tem visualidade e iluminação de Patrícia Gondim, com assistência de Bolyvar Junior e Ariane Gondim. A sonoplastia é de Leoci Medeiros e o figurino ficou sob responsabilidade de Grazi Ribeiro.

AGENDE

“Esse Corpo que me Veste”, com Grupo Cuíra. Direção de Wlad Lima e dramaturgia de Edyr Augusto
Quando: hoje e amanhã, às 20h
Onde: Casa Cuíra (Rua Dr. Assis, 287, entre Capitão Pedro Albuquerque e Joaquim Távora)
Quanto: entrada franca, com agendamento de vaga pelo telefone (91) 98204-5030

(Diário do Pará)

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