A Fundação Carlos Gomes lança hoje o livro “Instituto Estadual Carlos Gomes – 120 Anos de História”, organizado pelas professoras Líliam Barros e Lia Braga Vieira. A publicação resgata a memória da instituição a partir dos relatos de ex-alunos, ex-professores e ex-dirigentes.O trabalho é resultado do projeto de pesquisa “Memórias do Instituto Estadual Carlos Gomes”, realizado pelo Grupo de Pesquisa, Música e Identidade na Amazônia e pelo Laboratório de História Oral e pelo Laboratório de Etnomusicologia da UFPA.
Um dos capítulos, de autoria do pesquisador Habib Fraiha Neto, trata da história do prédio que abriga o antigo conservatório na avenida Gentil Bittencourt. Outra parte do livro oferece uma visão geral da fundação e da trajetória do instituto. A pesquisa também aborda, entre outros detalhes, como começou o ensino do violão no conservatório.
Foram sete meses até chegar no texto final. Um longo processo que envolveu mais de 60 entrevistas com músicos, professores e alunos da instituição. As entrevistas foram transcritas e transformadas em narrativas ao final do livro.
O Carlos Gomes é considerado a terceira mais antiga escola de ensino da música do Brasil, com 150 anos de fundação completados em 2015. Para as autoras, o livro contribui para manter viva a história e a trajetória da instituição. “A pesquisa procurou valorizar a história de vida dos professores e ex-alunos, abrindo possibilidades aos professores que estão em outros países e até mesmo afastados do conservatório, além de registrar a fala dos professores que atualmente trabalham no Carlos Gomes”, contam as organizadoras.
Esta é a segunda publicação da Fundação Carlos Gomes que trata da história do antigo conservatório. Diferente do primeiro livro de memórias, este oferece um panorama das trajetórias de vida de quem ajudou a construir a instituição. A publicação é fruto da parceria entre a Fundação Carlos Gomes, Universidade Federal do Pará e Imprensa Oficial do Estado.
(Diário do Pará)
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