O domingo vai ser de pré-carnaval no Teatro Waldemar Henrique. É que, a partir das 10h, o teatro abre espaço para o lançamento do samba-enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Crias do Curro Velho, a escola de samba mirim criada a partir dos projetos pedagógicos do Núcleo de Oficinas Curro Velho. O desfile das crias será somente no dia 30, mas a ideia é que hoje todos os integrantes possam treinar e aprender o samba “Chuva de Amor por Belém” - uma homenagem aos 400 anos da cidade - para fazer bonito na apresentação final.
Enquanto o desfile não chega, a produção de adereços, figurinos e carros alegóricos está nos últimos ajustes no barracão. A bateria também afina os instrumentos e a harmonia do grupo.
E os ritmistas marcam presença hoje para apresentar o samba do violonista Paulinho Moura, coordenador linguagem musical da Fundação Cultural do Pará, instituição à qual pertence o Curro Velho. “O samba começa lembrando a história da cidade antiga, os igarapés que a rodeiam, o Círio de Nazaré e o bairro da Pedreira, conhecido como o bairro do samba e do amor, e que ainda permanece pra gente como coração do nosso carnaval”, comenta Paulinho.
Para contar essa história, o compositor também usou muito do típico vocabulário paraense de uma geração passada. “Quando alguém ou algo sumia, dizia que ‘chinou’, ou seja, tinha ‘ido pra China’, desaparecido”, conta Paulinho, aos risos. Os túneis de mangueiras foram lembrados no enredo, assim como monumentos, pontos turísticos e artistas importantes para a cidade, como Rui Barata, Max Martins, Waldemar Henrique e Davi Miguel.
(Diário do Pará)
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