Exercitando um novo olhar para alguns dos monumentos históricos de Belém, cerca de 300 pessoas participaram, na manhã de ontem, da edição especial do projeto “Roteiros Geo-turísticos”. Com ponto de partida marcado no Forte do Presépio, o passeio comemorou não apenas o aniversário de 400 anos de Belém, como também os 5 anos de existência do projeto.
O passeio incluiu a visita à Feira do Açaí, destino que nem sempre integra a programação turística mais tradicional feita na cidade, mas que diz muito sobre a cultura dos belenenses. Coordenadora do projeto que integra o programa de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), a professora da faculdade de geografia Maria Goretti destacou que o objetivo dos passeios é apresentar uma visão mais ampla da cidade.
“O projeto tem uma importância como uma ação de educação patrimonial porque abordamos também a cultura e
os saberes da cidade”. O projeto reuniu 4.500 pessoas nesses 5 anos, 95% delas são moradores de Belém. “Esse dado revela que faltava um projeto como esse na cidade”, destaca a professora.
A procuradora jurídica Tatiane Viana, 38 anos, é moradora da cidade e conhece os monumentos que integram o complexo Feliz Lusitânia. A vontade de conhecer mais profundamente a história e as curiosidades dos monumentos, porém, fez com que ela participasse, pela 1ª vez, do passeio guiado. “A partir do passeio vou poder olhar de uma forma diferente para cada um desses monumentos”.
OPORTUNIDADE
Tatiane também viu no projeto uma boa oportunidade de mostrar ao seu filho Hugo, 2 anos, a importância de programas turísticos como os que ela via em outras cidades, mas que sentia falta em Belém. “Apesar dele ser muito pequeno, com o tempo ele pode passar a entender a essência desse tipo de passeio”.
Atenta a todas as informações que eram repassadas pela professora e os monitores, a advogada Flaviana Santos, 38 anos, conhecia mais da sua cidade natal a cada novo prédio histórico encontrado pelo caminho. “Eu nunca tive a oportunidade de fazer um passeio como esse”, lembrou. “Com as tarefas do dia a dia a gente não tem tempo para conhecer a história da nossa cidade”.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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