No próximo domingo, 24, o DIÁRIO DO PARÁ traz encartado o livro de colorir “400 Anos de Belém”, com ilustrações de Filipe Almeida. A capa traz um ícone da capital paraense, o Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, tendo como ponto de vista a baía do Guajará e as embarcações que aportam na capital trazendo principalmente açaí e peixe fresco. Assim fica fácil perceber o tema que permeia todo projeto: a cidade, seus ícones e sua cultura. Quem é apaixonado por esta mania que pegou entre adultos sabe que um bom tema pode render um excelente livro de colorir e por bom tema deve-se entender: com muitos detalhes e possibilidades de cor.
O início desta febre no Brasil veio nos primeiros meses de 2015 com o “Jardim Secreto”, de Johanna Basford, que trazia uma série de flores e cenários extremamente elaborados. Foi o pontapé inicial para surgir uma série de livros que traziam a natureza como tema. Obras apenas com mandalas, flores e animais saíram das prateleiras exclusivas das livrarias e começaram a ser encontradas em caixas de supermercado e bancas de revistas.
E, se era moda, por que não trabalhar de forma direcionada, trazendo tudo que as pessoas gostariam de colorir? A Fox Vídeo, uma das principais livrarias de Belém, chegou a contar com 20 títulos diferentes. “Livros só com desenhos de gatos, só super-heróis... Existem ainda os que foram adaptados de livros já famosos, como ‘O Pequeno Príncipe’”, contabiliza Deborah Miranda, diretora comercial. Em cerca de dois meses, a livraria vendeu mais 500 exemplares.
Não demorou para surgirem os títulos para gostos mais picantes, os livros eróticos para colorir. Com cenas e poses que nem a “Playboy” publicaria, eles prometiam cumprir com o suposto papel destes livros: ser um antiestresse para adultos. Uma publicação brasileira ficou inclusive bem conhecida, o “Suruba Para Colorir”, iniciativa da carioca Bebel Abreu. Não faltavam detalhes nem grandes possibilidades de cor para a publicação, que teve duas edições.
E se houve quem levasse para o lado sexo, também teve quem levasse para um lado religioso, com os livros gospel para colorir. Estes se aproximam em sua maioria de temas baseados em conhecidas passagens bíblicas como a da arca de Noé – com muitas opções de animais para pintar.
Mais segmentados ainda, vieram os livros cujo tema era moda. O mais elaborado até o momento foi “My Wonderful World of Fashion”. Importado, ele traz peças de roupa e acessórios para as fashionistas se divertirem colorindo e sabendo o nome de cada modelo.
Se você é arquiteto, também pode encontrar um livro de colorir para chamar de seu, o “Fantastic Cities”, que traz a visão aérea de diversas cidades e, claro, aposta nos detalhes arquitetônicos e únicos de cada uma delas. Para quem ainda não saiu também da moda dos zumbis de “The Walking Dead”, tem livro para colorir diferentes tipos de mortos vivos.
INSPIRADO EM BELÉM
E, entre tantos temas interessantes que já surgiram, não é difícil entender por que Belém seria uma excelente inspiração. Ela combina vários elementos encontrados em quase todos os temas já citados. Tem uma arquitetura que fascina, remete à Europa, mas também instiga a pintar com cores fortes, tipicamente amazônicas. Natureza não falta, dos rios e florestas, aos animais. Com 18 ilustrações, o “400 Anos de Belém” acaba carregando opções para diferentes gostos.
“O livro traz tudo bem misturado. Algumas coisas são representadas de forma sutil, em detalhes de um desenho maior. Equilibrei entre os detalhes e deixei espaço para as pessoas colorirem”, explica Filipe Almeida.
A própria arquitetura do Ver-o-Peso, por exemplo, já ajuda um pouco o trabalho do ilustrador, que deixa para os leitores uma série de detalhes, como as janelas altas do Mercado, seu telhado em escamas e as embarcações de madeira. Com patrocínio do Banco da Amazônia, Claro, Hapvida e Boulevard Shopping, o livro “400 Anos de Belém” será um presente para os apaixonados por Belém e suas cores – que já são inspiração suficiente para entrar nessa febre mundial dos livros de colorir.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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