Um dos blocos que vêm ajudando a resgatar a tradição do carnaval de rua na Cidade Velha, o Elka volta a desfilar pelo bairro na tarde deste sábado. A partir das 13h, o arrastão sem cordas começa na Praça do Carmo e passa pela rua Dr. Assis para chegar até o Insano Marina Club (antigo Los Piratas), local dos shows, e a estimativa da organização é que a folia agregue algo em torno de sete mil foliões.
São dez anos de bloco e um tema especial em 2016, quando os associados comemoram dez anos do Elka: “O Fim do Bloco e seus 10 Mandamentos”.
“Na verdade, é uma brincadeira com uma profecia que diz ‘aos 10 chegarás, dos 10 não passarás’. Nessa profecia, teria apenas uma solução para o bloco não acabar: cumprir os dez mandamentos”, explica o padrinho do Elka, Sérgio Gluck Paul. É bom, então, que os foliões fiquem atentos para cumprir a “tábua de salvação” e garantir a festa por mais carnavais. Entre os mandamentos, nada muito difícil de seguir: Não farás xixi na rua. Não cobiçarás a cerveja alheia. Sambarás, entre outras saudáveis determinações.
Brincadeiras à parte, Sérgio destaca que a segurança dos associados e do público da chamada “pipoca” vai ser reforçada para manter a tradição de paz e alegria dos Elkarianos. “Vamos ter apoio dos órgãos de segurança pública e também a nossa segurança particular com cerca de cem profissionais. Nunca houve briga no Elka. Teremos segurança também na porta do Insano. Quando o associado for embora, será acompanhado por eles até o táxi ou outro veículo. No Elka temos amigos e famílias, por isso temos essa preocupação”, observa.
Sérgio Gluck Paul destaca as atrações e novidades desta edição. “Vamos ter dois carros-som no arrastão. Em um deles vai o Eloy Iglesias, ícone do carnaval paraense, adoramos tê-lo no bloco. No outro carro-som vai uma banda nova, a Sambloco e a Nervoselka. Dentro do Insano, onde só entram os associados [que pagam camisas], teremos o show do Arthur Spíndola, pelo terceiro ano, e da banda carioca Empolga às 9, que vem pela quinta vez do Rio de Janeiro”.
O trajeto pela Cidade Velha vai ter banheiros químicos espalhados e a participação de uma ONG de materiais recicláveis para recolher os resíduos produzidos pelos brincantes.
(Diário do Pará)
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