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Divulgados vencedores de editais de cultura

“Minha Ilha – Campos Abertos do Marajó”, resultado de seis meses de registro do fotógrafo Octávio Cardoso sobre a relação existente entre o homem e a natureza, na porção oriental da ilha do Marajó, evoluiu para um novo projeto. Intitulado “Vida de Vaqueir

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“Minha Ilha – Campos Abertos do Marajó”, resultado de seis meses de registro do fotógrafo Octávio Cardoso sobre a relação existente entre o homem e a natureza, na porção oriental da ilha do Marajó, evoluiu para um novo projeto. Intitulado “Vida de Vaqueiro: Entre a Terroada e o Alagado”, uma parceria com Ana Azevedo, a ideia agora é voltar-se para a linguagem audiovisual. Ideia que já conta uma grande ajuda, o patrocínio do Banco da Amazônia. O projeto está entre os selecionados pela instituição em seus editais Públicos 2016, lista divulgada na manhã de ontem.

São mais de R$ 2,6 milhões que serão distribuídos a pessoas físicas e jurídicas que se inscreveram e tiveram seus projetos aprovados em três editais: o de Patrocínios, com R$ 1,92 milhão disponível; o da Lei Rouanet, com R$ 600 mil; e o de Pautas do Espaço Cultural Banco da Amazônia, com R$ 100 mil. Do total de aprovados, 30 eram projetos culturais. “Muitos projetos bons ficaram de fora, infelizmente, por não atenderem aos pré-requisitos dos editais”, relata Luiz Loureço Neto, gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia.

No edital pela Lei Rouanet, foram selecionados nove projetos culturais para incentivo pela lei federal, dentre os 31 que se inscreveram – sete deles do Pará. Os projetos receberão, ao todo, R$ 600 mil. E no edital de Pautas do Espaço Cultural, cujos projetos concorrem ao “Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2016”, foram selecionados três projetos do total de 20 inscritos, sendo dois do Pará e um de São Paulo – o projeto “Essa é Você”, da paraense Elisa Arruda, que atualmente vive na capital paulista e o inscreveu por meio da superintendência especial que o Banco da Amazônia tem nesse Estado.

Após a seleção, o fotógrafo Octávio Cardoso, editor de fotografia do DIÁRIO, mostrou-se ansioso pelo início das gravações de “Vida de Vaqueiro” e, claro, feliz por ter a segurança de um grande apoiador. “A ideia agora é fazer um vídeo com base na minha vivência anterior no Marajó, o que será um desafio. Eu já fui cinegrafista, mas isto faz muitos anos. Isso ficará mais a cargo da Ana, professora da UFPA. A ideia é que eu faça pelo menos a direção de fotografia. Acredito que a gente já vá fazer as primeiras gravações logo, para pegar esse período de chuvas, depois a transição das chuvas e o verão em si”.

Além dele, também tiveram projetos visuais aprovados Flavya Mutran, com “Arquivo 2.0 - Desmemórias Fotográficas”, e Luciana Magno com “Orgânicos”. Elas e Elisa Arruda foram selecionadas no Edital de Pautas do Espaço Cultural Banco da Amazônia. Pelo edital de patrocínio, como Octavio Cardoso, também foram aprovados os projetos paraenses “Encenações de Teatro do Absurdo”, do Grupo de Teatro Palha; a turnê de lançamento do CD “Change Of Plans”, de Lucas Imbiriba; Sebastião Tapajós com “In Cordas”; e “Mulheres Choradeiras - 10 Anos”, de Elder Otavio Santos Aguiar.

Já pela Lei Rouanet, entraram grandes projetos como “Cine Carbono Neutro”, da Curupira Filmes; a Circular Campina Cidade Velha 2016, pela Kamara Kó; o projeto de Educação Musical Coral Vozes da Amazônia; a gravação do CD “Melodia das Chuvas”, de Émerson Coelho; a “VI Mostra de Cinema na Amazônia”; e a “26ª Mostra de Teatro de Santarém”. Assim como o Festival Se Rasgum, que chega à sua 11ª edição.

“O banco patrocinou a gente no ano passado, também pela Rouanet, e com certeza vai ajudar muito com nosso orçamento. Além disso, essa seleção já sinaliza (positivamente) para outros apoiadores. Para o nosso projeto, um festival com programação extensa é sempre muito caro, com uma produção muito grande. Então, todo apoio é bem-vindo, ainda mais porque o Banco da Amazônia é uma instituição que dialoga com o nosso interesse de valorizar a cultura amazônica, brasileira”, comenta Renée Chalu, diretora de produção do festival.

Com o patrocínio do Banco da Amazônia, o festival já está previsto para a primeira semana de novembro de 2016, mantendo o mesmo formato, com atividades em espaços variados, pensando já na ampliação e surgimento de ações que vão além dos shows oferecidos ao público, adianta a produtora.

CONFIRA

A relação com todos os projetos aprovados está na internet.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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