Após o destaque até mesmo na cena nacional, com o calypso, o melody, o technobrega e o technomelody, o brega pop está de volta. “Mesmo grupos que costumavam ser muito fechados, como a galera do reggae, hoje não resistem [ao brega]. Se o DJ toca, eles se divertem, dançam, cantam”, já havia afirmado o apresentador Alessandro Duarte. Tudo isso, afirma a vocalista da Xeiro Verde, se tornou um grande prestígio para quem participa da história do brega há cerca de 30 anos. “A gente vê como um reconhecimento muito grande, nós começamos tocando na casa do brega, que era o Xodó”, relembra a cantora, que hoje comanda shows da Xeiro Verde em todas as casas de show.
Diferente do que ocorreu em décadas passadas, agora o brega volta mais forte, consideram a turma do “Brega Pai D’Égua” e a banda Xeiro Verde. “Hoje ser brega é ser cult, as pessoas não levam mais para o lado pejorativo. Finalmente o brega é visto como o que ele é: um ritmo. E é legal estar aqui todo esse tempo e acompanhar essa evolução, participar. Eu lembro que quando a gente quis gravar nosso primeiro disco, os próprios amigos questionavam porque a gente ia gravar brega, que isso não ia estourar, não ia tocar. E acabou estourando. Nós mostramos que o brega é um ritmo originalmente paraense”, declara Hellen.
Veja um dos sucessos da banda Xeiro Verde:
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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