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Talento paraense no “The Voice Kids”

Stéffany Laura nasceu em Belém, mas hoje vive em São Miguel de Guamá, e assim tornou-se representante da pequena cidade da região nordeste do Pará no “The Voice Kids”. A menina canta desde os oito anos, tendo como grande inspiração o próprio pai, Joe Mach

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Stéffany Laura nasceu em Belém, mas hoje vive em São Miguel de Guamá, e assim tornou-se representante da pequena cidade da região nordeste do Pará no “The Voice Kids”. A menina canta desde os oito anos, tendo como grande inspiração o próprio pai, Joe Machado, um músico da cidade. Atualmente, faz aulas de violão, já tem algumas composições próprias e gosta de ouvir de tudo um pouco, indo de Paula Fernandes e Tim Maia a Elis Regina.

Foi a versão de Stéffany para a canção “Primavera”, consagrada na voz de Tim Maia, que fez todos os técnicos do “The Voice Kids” virarem suas cadeiras. “Você é solar”, elogiou Carlinhos Brown. Mas os elogios do cantor não foram suficientes para conquistar a voz da menina para o seu time, que escolheu como sua técnica a baiana Ivete Sangalo.

Depois de sua apresentação, ela explicou: “Escolhi a Ivete porque acho que ela é uma diva! Admiro muito devido ao jeito e ao carisma dela com todo mundo. Já fui a um show dela e vi que ela usa muita técnica, é uma artista completa”. E quem a ouviu falar assim, tão experiente, sobre técnica vocal não pense que, como muitos dos candidatos do programa, ela algum dia pisou em um conservatório.

“Essa coisa de cantar já nasceu com ela, ela nunca teve aula de nada. As aulas de música dela sempre foram ouvir músicas boas e tentar cantar, ela nunca estudou técnica alguma, mas ela reconhece quando há uma variação no modo de alguém cantar e tenta reproduzir – foi assim que aprendeu a fazer certa vibração na voz.

Agora você imagina se essa menina já faz tudo aquilo sem uma única aula, o que ela pode fazer se for trabalhada”, afirma o pai de Stéffany, Joe Machado.

Pelas redes sociais, várias pessoas comentaram a participação de Stéffany, incluindo artistas paraenses que já conseguiram a tão almejada consagração nacional, como as cantoras Lia Sophia e Gaby Amarantos - esta última ainda lembrou o fato de a menina representar a mesma cidade onde a mãe da cantora nasceu.

“Foi bem por acaso que ela começou a cantar. Ela estava vendo eu cantar e começou a querer cantar também. Dali a duas semanas ia ter uma apresentação em frente à prefeitura da cidade para o Círio, e levei ela para cantar, assim começou”, lembra o pai. Neste dia, a menina de apenas oito anos cantou para 15 mil pessoas. “Foi uma coisa bem inesperada, mas foi bacana”, contou a menina durante o vídeo de apresentação para o programa.

Apesar disso, o pai conta que Stéffany nunca atuou como profissional. “Até agora ela sempre foi muito amadora. Ela tem maturidade na segurança de estar no palco e cantar, mas não a de uma carreira profissional. Já se apresentou em festivais, mas nada profissional realmente, até pela idade dela”, pontua. Sobre o futuro da filha como artista, ele diz que dá total apoio. “Me sinto feliz, realizado como pai, de ver desde cedo que ela canta. Ela gosta muito, a música é a vida dela, é o que ela quer”, comemora

Sem poder entrar em detalhes sobre como vai a participação da filha no programa e sua agenda longe de casa, o pai conta que mesmo a inscrição no “The Voice Kids” era um segredo guardado a sete chaves. Ainda assim houve muita especulação pela cidade, talvez pela própria demora da seleção, que passou por várias fases até chegar à audição às cegas com o quarteto Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Victor & Leo.

“Ela passou por várias peneiradas até chegar a realmente participar do programa. Desde a inscrição até aqui, foram vários testes até que veio a notícia de que ela ia cantar. A vida da minha filha mudou tudo de ontem para hoje (segunda). Chegou uma hora que ela teve que pedir para o celular ser desligado para poder dormir. Em uma cidade pequena, todo mundo quer falar com ela, fazer foto, entrevistar”, admite. Mesmo assim, o pai diz que o lado bom de tanta atenção é que a filha está realizando seu sonho. “Isso é muito gratificante”, diz ele.

Paraenses s[o duelam depois

No dia 17 deste mês, a paraense Mayara Cavalcante, de 12 anos, também encantou os jurados cantando a música “Por Enquanto”, consagrada na voz de Cássia Eller. Seus técnicos são Victor e Leo. Restam poucas vagas no time de cada jurado, ficando cada um com 24 vozes. É quando começam as batalhas, em que os competidores cantam em trios formados por integrantes de um mesmo grupo.

Depois, os que passarem farão apresentações ao vivo, sozinhos, e o público votará para decidir quem segue na competição. Assim, as paraenses só devem se encontrar a partir da etapa seguinte – caso ambas cheguem até lá –, que também tem voto popular. O escolhido leva um prêmio de R$ 250 mil e um álbum gravado pela Universal Music. O Pará está até o momento com duas boas apostas nesta disputa.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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