A recente polêmica sobre a demora na exibição do filme "A Garota dinamarquesa" em Belém ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (22). Em nota, o Núcleo do Consumidor (Nucon) da Defensoria Pública do Estado solicitou explicações às redes de cinema Moviecom, Cinepólis e Líbero Luxardo sobre os motivos pelos quais não disponibilizaram ainda sessões do filme "A Garota Dinamarquesa" em suas salas de exibição. O núcleo foi acionado por consumidores, depois que circularam informações nas redes sociais de que o filme não entraria em cartaz em Belém.
O documento foi encaminhado às redes de cinema "considerando a demanda apresentada" e requerendo "esclarecimentos acerca das razões da não exibição do filme em questão, bem como se existe previsão de exibição do filme em nossa cidade".
Na última sexta-feira (19), o Líbero Luxardo publicou em sua fanpage uma nota em que afirma que a Sony/Universal Pictures não liberou a exibição do filme. A explicação, apesar de não estar publicada claramente na fanpage, seria o fato do filme, considerado "comercial", ter a preferência para ser exibido em outras redes, como Moviecom e Cinépolis e não em um cinema considerado alternativo ou "de arte".
Na rede Cinépolis, o filme já está sendo exibido em onze Estados.
O filme estreou no circuito comercial brasileiro em 11 de fevereiro, em diversas cidades do Brasil. Assim como Belém, outras 15 capitais de estados e até mesmo Brasília, do Distrito Federal, não receberam ainda o filme.
O filme
A Garota Dinamarquesa narra a história da primeira transexual a se submeter à cirurgia de mudança de sexo. O filme é uma cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. A produção coloca em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.
Assista ao trailer do filme:
De acordo com o pedido da Defensoria, os cinemas têm o prazo de cinco dias úteis, a partir do recebimento do expediente, para responder as indagações feitas pelo Nucon. "As providências que serão tomadas dependerão das explicações fornecidas pelas administrações das salas", ressaltou a Defensoria.
(DOL)
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