A noite do primeiro domingo de março foi especial para o público de Belém que compareceu ao concerto gratuito da Orquestra Jovem Vale Música (OJVM). A apresentação faz parte da quinta temporada do projeto Sons da Amazônia e foi realizada no Arte Doce Hall com músicos de 12 a 23 anos que mostraram talento mesmo com tão pouca idade.
Uma delas é Noemi Carvalho de apenas 14 anos. Ela toca oboé no projeto há cinco anos e participa da Orquestra desde 2015. Nascida em uma família de músicos, a garota garante que sempre se interessou pela arte. “Quando eu passei no projeto, fiquei muito feliz, porque era a realização de um sonho. Eu amo muito e quero fazer isso por toda a minha vida”, conta. Ela é uma das mais de 200 crianças e jovens da rede pública de ensino da Grande Belém que têm a possibilidade da inclusão social pela música no Sons da Amazônia.
HISTÓRICO
A Orquestra Jovem Vale surgiu em 2010 e desde então já fez várias apresentações em diversos locais, como a ópera Infantojuvenil “O Viajante das Lendas Amazônicas”, apresentada em Belém, Marabá , Brasília e Rio de Janeiro.
Outra criança do projeto Sons da Amazônia que espera contribuir com a história da OJVM no futuro é a flautista Jéssica Lima, 8 anos. A mãe dela, a dona de casa Mileide Lima, conta que faz questão de levar a filha para eventos culturais. Para Mileide, a chance da pequena musicista participar do projeto “é um incentivo muito bom. Minha filha mais velha também participa do projeto e mudou muito, aprendeu muita coisa”, diz.
A condução da OJVM é feita pelo maestro Miguel Campos Neto. O regente também é maestro da Orquestra Sinfônica e do Festival de Ópera do Theatro da Paz, além de comandar a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (UFPA). Ele coordena 67 adolescentes do Jovem Vale Música.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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