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Um virtuose paraense das baquetas

O paraense Raphael Soares partirá para os Estados Unidos em 2017. O baterista da banda Tio Nelson vai para a Drummers Collective, importante escola de música de Nova York, onde ele foi o terceiro brasileiro a conquistar uma bolsa. Ele também figura entre

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O paraense Raphael Soares partirá para os Estados Unidos em 2017. O baterista da banda Tio Nelson vai para a Drummers Collective, importante escola de música de Nova York, onde ele foi o terceiro brasileiro a conquistar uma bolsa. Ele também figura entre as revelações de 2015 selecionadas pela “Modern Drummer”. A revista é uma das mais conceituadas do mundo quando o assunto é bateria e ainda prepara uma coletânea incluindo o músico.

Morando em São Paulo desde 2011, Raphael precisou, para pleitear a bolsa, passar por uma árdua seleção, que começava pelo envio de material em vídeo, três no total. No primeiro, o baterista cumpria exercícios técnicos exigidos pela escola; no segundo, precisava gravar uma música de autoria própria, em que escolheu “Agite Antes de Usar”; e no terceiro, fazia uma apresentação pessoal, falando de sua experiência na música.

“Quem me falou sobre a seleção e que ela podia ser feita por músicos daqui foi o meu professor. Ele achou que eu tinha condições para concorrer”, conta.

A música escolhida para apresentar no segundo vídeo era da banda Tio Nelson, formada por eles e outros amigos com os quais estudava música em Belém. “A gente sempre compõe em grupo, e escolhi ela porque tinha um groove marcante, diferente. Parece que funcionou, né?”, brinca ele, sobre a seleção.

Todo o material gravado pelo músico foi enviado em setembro de 2015 para a escola e menos de dois meses depois já apresentava seu resultado. “Eu não acreditei. Pensei que estavam de sacanagem comigo”, conta Raphael.
Após a aprovação do material por vídeo, o paraense ainda precisou passar por uma entrevista via Skype. “Eles foram bem sinceros comigo ao dizer que não costumam dar bolsa para estrangeiros por causa da dificuldade com o visto”.

Assim, para garantir que o músico teria tempo suficiente para conseguir o visto e acompanhar as aulas, foi ofertada a possibilidade de utilizar a bolsa no verão de 2016 ou apenas em 2017. Rapahel ficou com a segunda opção. Queria a certeza de estar preparado para viajar e não perder a bolsa. “O curso tem duração de seis semanas. Os americanos são realmente bons em técnica. Aqui [no Brasil] temos pessoas de nível excelente, mas neles isso parece uma característica que realmente faz parte da música, sabe? Espero que esse tempo lá me ajude mais nesse lado e abra minha cabeça para novas possibilidades”, planeja Raphael. Ele conta que nunca deixou de estudar e procurar conhecer mais seu instrumento. “A banda Tio Nelson surgiu dentro de uma escola de música”, exemplifica.

Atualmente, ele tem como professor Giba Favery, baterista profissional há 25 anos, e um dos três brasileiros que teve a oportunidade de estudar na Drummers Collective. “Ele é meu terceiro professor em São Paulo, trabalha com uma linguagem e abordagem diferente. Eu gosto de estudar, e quero chegar em Nova York bem preparado”.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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