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Fotos contam histórias de pessoas com down

Estimular a inclusão de pessoas com deficiência é o objetivo da 2ª edição da exposição fotográfica “Contando Histórias”, aberta no último sábado (12), no shopping Bosque Grão-Pará. O evento reuniu famílias que têm entre os seus membros pessoas com síndrom

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Estimular a inclusão de pessoas com deficiência é o objetivo da 2ª edição da exposição fotográfica “Contando Histórias”, aberta no último sábado (12), no shopping Bosque Grão-Pará. O evento reuniu famílias que têm entre os seus membros pessoas com síndrome de down. O ambiente é composto por 22 fotografias de pessoas com a síndrome e mais 14 imagens da exposição do ano passado. As fotos retratam momentos de alegria e manifestações de amor.

Autora das fotos, a engenheira da computação Andréa Miranda desenvolve pesquisas sobre desenvolvimento tecnológico para pessoas com deficiência e utiliza a fotografia como um instrumento de inclusão. Para ela, ao mostrar histórias positivas de pessoas com deficiência, a exposição pode mudar o olhar de pessoas que ainda olham o portador da síndrome de down com preconceito. “Queremos mostrar que quando a sociedade não impõe barreiras, as pessoas com down podem chegar onde quiserem”, diz Andréa.

Veja a galeria de imagens da exposição.

Entre as histórias relatadas na exposição, estão as de pessoas que farão vestibular, que tocam instrumentos, namoram, trabalham e até que vão casar. É o caso dos jovens Felipe Leal, 18 anos e Clara Santos, 19. O casal namora há 3 anos e planeja casar em breve. Eles se conheceram durante as atividades de inclusão da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Belém (Apae), se apaixonaram e garantem que levam uma vida como qualquer outro casal. “Para mim o que vale é o amor e nós nos amamos muito”, afirma Clara. Os pais de Felipe apoiam o relacionamento e dizem que projetos como esse ajudam na autoestima dos portadores da síndrome.

“O mais difícil é a exclusão social. Esse tipo de atividade faz com que eles se sintam mais úteis”, diz a mãe, Cléia Leal. Leandro Batista, 26 anos, diz pouco se importar com o distúrbio e leva a vida de forma leve e com muita cultura. Ele aprendeu a tocar violão sozinho e é grande conhecedor da música brasileira. Leandro também tem uma excelente memória, estuda, dança e é independente. “Ouço uma música, aprendo a letra de primeira e toco em seguida”, destaca.

SERVIÇO

A exposição é uma promoção da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e ficará
aberta até o dia 12 de abril.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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