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Museu busca ajuda para se manter

Cinco anos atrás, o Museu do Louvre, em Paris, realizou uma ação sem precedentes, abriu uma campanha de financiamento coletivo na internet para que o público o ajudasse a arrecadar 1 milhão de euros para comprar uma pintura do século 16 – e conseguiu. Não

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Cinco anos atrás, o Museu do Louvre, em Paris, realizou uma ação sem precedentes, abriu uma campanha de financiamento coletivo na internet para que o público o ajudasse a arrecadar 1 milhão de euros para comprar uma pintura do século 16 – e conseguiu. Não poderia existir inspiração melhor que um dos mais conhecidos museus do mundo para que o Museu de Arte do CCBEU também decidisse contar com o apoio do público para continuar levando arte até suas vidas.

“Promover arte há 25 anos ininterruptamente não é um tarefa fácil. Exige esforço, dedicação e cooperação de um conjunto de forças que acreditam que espalhar a arte vale a pena”, escreve Simei Bacelar, gerente artística do CCBEU, na chamada para a campanha lançada na internet no último dia 14. O objetivo é arrecadar R$ 55 mil em cerca de 50 dias, valor necessário para a montagem das exposições 2016-2017 no espaço, incluindo a que traz o resultado do Salão Primeiros Passos.

Segundo Simei, o convite para realizar uma campanha veio da própria plataforma na internet, que mostrou como essa podia ser uma solução para ajudar a manter a qualidade das exposições em meio à crise financeira e, ao mesmo tempo, aproximar as pessoas da galeria e suas ações. “É uma forma de a comunidade interagir com a gente, ajudando. Essa parceria pode vir até como uma forma de reconhecimento pelo que a gente tem feito ao longo desses 25 anos”, diz ela.

E cita a vitória dos franceses: “O Louvre conseguiu para a aquisição de uma obra mais de um milhão de euros, então tem sido uma tendência contar com as pessoas para esse tipo de iniciativa. Com o dinheiro, o museu conseguiu evitar que uma obra-prima fosse para outro colecionador particular ou nunca mais fosse exposta ao público, ou pior, retirada de seu país”.

Artistas endossam campanha

A galeria espera comemorar seu aniversário de 25 anos com uma mostra retrospectiva com as obras mais representativas da arte contemporânea apresentadas por ela. Além disso, tem previstas oito exposições até o fim de 2016. Mas, segundo sua gerente artística, não há uma razão mais especial para que o público contribua do que a realização do “Salão
Primeiros Passos”.

“Ele tem um caráter único de revelar novos talentos. Quando a Yeda Potiguar lançou esse projeto, era para justamente dar oportunidade para artistas iniciantes, sem currículo, terem a chance de alcançar galerias e museus”, defende Simei.
Desde a inauguração da galeria em 1991, foram revelados ali nomes hoje importantes nas artes visuais do Pará, como Elieni Tenório e Melissa Barbery. “Nos alegramos por ser a porta de entrada desses vários artistas que foram revelados no salão”, diz Simei.

Por isso, muitos desses artistas que compartilham uma história com o Museu de Arte do CCBEU também têm sido apoiadores da campanha não só de forma financeira, mas no estímulo para que outros apoiem.

Entre eles, José Fernandes, o Zoca, artista plástico, filho da pintora Dina Oliveira, gravou um vídeo para a campanha onde convida as pessoas a colaborarem. Ele, que já havia estreado em outro Estado brasileiro, teve sua primeira exposição individual em Belém através do Mabeu. Além dele, o historiador Michel Pinho também gravou vídeo que será divulgado em breve nas redes sociais. “Existe a forma de contribuir ou ajudar. Ambas levam ao benefício de todos, fortalecendo nossas atividades e garantindo que a cidade sempre possa contar com este espaço de arte”, afirma Simei.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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