Daquele que foi vencido por São Jorge ao norueguês salvo por Harry Potter em “A Pedra Filosofal”. São tantos os dragões que já foram apresentados em livros e filmes que é difícil acreditar que eles nunca existiram. Afinal, quem não gostaria de ter um companheiro de aventuras como Draco, do filme “Coração de Dragão”, ou o Banguela de “Como Treinar Seu Dragão”?
O shopping Bosque Grão-Pará está oferecendo a oportunidade aos seus visitantes de conhecerem ao menos nove “espécies” bem interessantes destes seres mitológicos, em figuras tridimensionais e articuladas, com movimentos, e tamanho “real”. A parceria é do DIÁRIO DO PARÁ.
Entre eles, o temível Dragão de Batalha de Duas Cabeças, um Dragão Fada e o menor deles, o Dragão Serpente, com dois metros de altura e mais de um metro de meio de comprimento, todos capazes de soltar fumaça pelas narinas e causar medo e fascínio na mesma proporção.
E o encanto provocado à visão de tantos deles reunidos em um salão e pelos corredores modernos de um shopping – alguns parecendo prestes a bater as asas gigantescas e atravessar as paredes de vidro em direção ao céu da cidade – logo deixa claro como eles foram parar até em narrativas bíblicas. Na história de Moisés (Êxodo 7:9-12), por exemplo, um deles é descrito como um animal que dos “espirros fazem resplandecer a luz” e do hálito “incender os carvões”.

Dragão Serpente: a palavra “dragão” significa literalmente “grande serpente”. Esses seres são representados com aspecto semelhante a imensos lagartos ou cobras. Por isso, este dragão tem a pele com escamas, lisa, em um corpo longo, além de possuir grandes presas. (Foto: Divulgação)
Até documentários fictícios explicam como esses animais fantásticos seriam. Nascidos da evolução de certos répteis, poderiam expelir fogo pela boca, pois haveria gás metano junto de demais gases dentro do estômago – como os próprios humanos possuem. Evoluindo de espécies distintas, as possibilidades seriam infinitas: asas, plumas, espinhos, escamas. Só fica difícil explicar o surgimento de poderes mágicos.
Na China, o dragão não é tido como um ser mau. É considerado como uma das quatro criaturas guardiãs celestiais, e foi usado como símbolo do poder imperial e como portador da bonança e fortuna.
Até os heróis Hércules e Perseu sabem bem do que estes seres gigantes são capazes, independente de qualquer poder mágico. Algo tão devastador quanto foi capaz o dragão Smaug, que tornou bem difícil a vida dos anões e de Bilbo Bolseiro em “O Hobbit”, livro de J.R.R. Tolkien. Guardando tesouros em seu covil na Montanha Solitária, Smaug acabou se tornando um estereótipo do dragão fantástico atual.

Dragão Guardião: de acordo com a tradição, os dragões desempenham funções superiores, muitas vezes ocupando a posição de deuses. Na mitologia chinesa, os dragões dividem-se em celestiais, espíritos da terra, guardiões de tesouros e dragões imperiais. O Guardião tem asas junto aos membros superiores, como morcegos, e calda com espinhos, prontas para proteger qualquer tesouro. (Foto: Divulgação)
Alado, vermelho e dourado, Smaug possui ainda um olfato muito aguçado. Seu peito é coberto com joias e pedras preciosas incrustadas. Sua armadura emite uma luz vermelha e quente, sendo descrito como um dragão “especialmente ganancioso, forte e mau”. Para quem for visitar o shopping Bosque Grão-Pará, uma imagem muito semelhante às do Dragão das Trevas e Dragão Vermelho.
DE PERTO
Exposição “Dragões”
Onde: Shopping Bosque Grão-Pará (corredores)
Quando: Até 23 de abril, durante o funcionamento do shopping
Quanto: Gratuito
Informações: (91) 3218 6100
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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