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Arthur Espíndola lançou videoclipe com ijexá

Ao tempo que tudo cura, oração. E ao mar, devoção. Como uma prece, a música “Tempo Deus”, do cantor e compositor Arthur Espíndola fala sobre a passagem por períodos instáveis e a importância da fé para atravessar tempestades. Kardecista, ele buscou inspir

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Ao tempo que tudo cura, oração. E ao mar, devoção. Como uma prece, a música “Tempo Deus”, do cantor e compositor Arthur Espíndola fala sobre a passagem por períodos instáveis e a importância da fé para atravessar tempestades. Kardecista, ele buscou inspiração espiritual para compor. Em forma de história, a mesma mensagem é passada no videoclipe, que foi lançado na última quinta-feira, 14, no canal do Youtube. O single também será disponibilizado nas plataformas virtuais Spotify, Deezer, Itunes e Soundcloud.

“Essa composição fala da relação do homem com o mar, como um lugar de renovação, que cura as dores do mundo. O mar como uma espécie de Deus, a quem recorremos para que nosso sofrimento passe. A inspiração foi algo que ocorreu na minha vida e com o pensamento de que tudo iria se resolver. Com o tempo, passou. Para mim, o mar é esse elo com Deus”, explica o artista.

Com direção de Lucas Escócio e Teo Mesquita, a gravação foi realizada em Belém e em Colares, no nordeste do Estado e, fazendo alusão à experiência pessoal do cantor, o clipe narra a vida de um pescador que tem uma dupla relação com o mar, para o sustento da vida e para alento espiritual pela perda da esposa, já falecida.

“Quero mostrar a ideia de que nas águas ela se faz presente. Foi a forma que busquei para transpor a música e o fato de eu ser espírita influenciou na construção do roteiro”, conta.

Arthur acredita que o clipe tem elementos que podem envolver o público. “Roteiro, fotografia, produção, tudo foi feito com muito carinho e cuidado. Um trabalho realizado com muito amor e que contou com a dedicação de muita gente. Feito para que as pessoas se emocionem”, diz.

MISTURA DE RITMOS

A música, que conta com arranjo de Renato Torres, é uma mistura de samba com ritmos amazônicos, como o samba de cacete, uma manifestação tradicional de grupos quilombolas do município de Cametá, no Pará; e dos tambores do boi-bumbá. Outra referência trazida por Espíndola para a composição é o ritmo do ijexá, tradicional das práticas musicais africanas. Essa é uma marca do cantor, que busca referências diversas para compor a batida do samba.

“A minha música é quase sempre 70% samba e outros 30% para tambores e ritmos amazônicos. Para compor tive o auxílio do Márcio Jardim, do Trio Manari. Essa mistura cria um som único e acaba dando uma personalidade diferente, que foge do som tradicional do samba”, detalha.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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