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Notáveis Clowens fazem sessão única

“Obom do palhaço é falar das coisas sérias do mundo rindo”, diz Artur Neves, o palhaço Pieriereca, do espetáculo “Cada Qual em Seu Barril”, da Cia. Dos Notáveis Clowns. A montagem é uma livre adaptação da obra “Dois Idiotas Sentados Cada Qual no Seu Barri

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“Obom do palhaço é falar das coisas sérias do mundo rindo”, diz Artur Neves, o palhaço Pieriereca, do espetáculo “Cada Qual em Seu Barril”, da Cia. Dos Notáveis Clowns. A montagem é uma livre adaptação da obra “Dois Idiotas Sentados Cada Qual no Seu Barril”, de Ruth Rocha, e será apresentada em única sessão, hoje, às 11h, no Teatro Waldemar Henrique.

Nela, Toli Tolá (João Guilherme Ribeiro) e Pieriereca (Artur Neves) são dois palhaços muito tolos sentados cada qual em seu barril de pólvora que, com suas velas na mão, não se cansam de arranjar motivos para implicar um com o outro. Teimosos e vaidosos, disputam, através de números de mágica, quem é o melhor palhaço, mas nas tentativas de ganhar acabam trapaceando e se enrolando, gerando cada vez mais confusão.

Provocando um ao outro de um jeito que não é normal, claramente se chega em um momento em que nenhum dos dois tem mais razão e os coitados já não têm amigos, pois ninguém aguenta conviver com tanta aflição no ar, afinal há dois barris prestes a estourar no meio desta disputa.

“Esse espetáculo particularmente mostra que, apesar das diferenças, a melhor saída sempre será o acordo, o diálogo. Ela [Ruth Rocha] escreveu a obra na época da bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética, e a gente traz isso para o universo do palhaço, mostrando, através do humor, da sátira, que as pessoas, mesmo com diferenças, precisam se entender para só assim viver bem”, diz Artur.

A companhia, com 17 anos de palco, preza por uma direção colaborativa em todos os seus processos e já circulou com este espetáculo por todo o Brasil durante três meses no ano de 2014, em uma incursão que foi, literalmente, do Oiapoque ao Chuí.

“Esse espetáculo começou em 2013 e formos amadurecendo. Nunca encontramos o livro original, então partimos de resumos encontrados na internet e fomos montando de acordo com a linguagem do palhaço”, conta Artur. “Começou no Oiapoque uma coisa e no Chuí terminou outra. Trabalhamos muito com o improviso, então seria improvável rodar todo o país e não voltar diferente, não ter ganho como ator, como companhia, a partir do encontro com outras pessoas que atuam com esta linguagem. A gente mesmo percebe um amadurecimento muito grande”, completa.

Premiados novamente com o espetáculo, eles ainda circularam pelo arquipélago do Marajó, passando por oito municípios. “E por incrível que pareça várias pessoas que estão na plateia é gente que já assistiu alguma vez ao espetáculo. O bacana é que elas sempre saem com a sensação de que foi diferente. A gente até entra com roteiro, mas não sabe o que vai acontecer a partir do retorno da plateia. O que público pode esperar é muito riso e improviso”, convida o ator.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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