O fotojornalista brasiliense tem um encontro com o público paraense hoje, num bate-papo no Centro Cultural Sesc Boulevard. Na roda de conversa, relatos de experiência na produção de documentários e expedições fotográficas obtidas em 26 anos de carreira. O encontro será às 19h, mediado pelo também fotojornalista Raimundo Paccó. A entrada é franca.
O bate-papo será também um grande balanço da recente experiência de Cadu e Paccó durante a “Expedição fotográfica à Ilha do Marajó”, encerrada ontem com o intuito de proporcionar aos participantes (fotógrafos profissionais e amadores) uma imersão na realidade de uma comunidade quilombola chamada Céu. Aproveitando a presença dos mesmos na região, o Núcleo de Fotografia do Sesc Boulevard os recebe para esse encontro com o público, dando continuidades as ações que buscam valorizar o trabalho dos fotojornalistas e discutir questões contemporâneas que permeiam o cotidiano desses profissionais, em parceria com diversas instituições e produtores culturais independentes.
Cadu Gomes começou a exercer o fotojornalismo em 1990. Passou pelas redações do “Jornal de Brasília”, “Correio Brasiliense”, sucursal do “Jornal do Brasil” e das revistas “Época” e “Isto É”. Trabalhou para diversas agências de notícias como BG Press, Agência Folha/SP, Photo Agência, Associated Press, EFE e Reuters. Em 2006 foi o vencedor do Prêmio CNT de Jornalismo – Categoria Fotojornalismo e, em 2007, ganhou o Concurso da Sociedade Interamericana de Imprensa.
O Marajó será tema de outra roda de conversa no Sesc Boulevard. Depois de estudos empreendidos no século 19 por naturalistas viajantes, construiu-se certa civilidade para os objetos dos indígenas marajoara, tendo em vista as teorias evolucionistas em voga no período. A partir de então, esse simbolismo passou a ser utilizado na arte, arquitetura, decoração, dentre muitos outros campos da vida social brasileira nos séculos seguintes. Com o objetivo de propor um debate a respeito desses usos, suas motivações e implicações políticas, sociais e culturais no cotidiano brasileiro, será realizado amanhã, às 19h, o debate “O Simbolismo Marajoara No Cotidiano Brasileiro”, com Anna Linhares. Entrada Franca.
A roda de conversa de terça vai tratar sobre o legado e o uso apropriado da cultura material dos marajoara, mostrando, também, a história de mais um grupo indígena da Amazônia, importante não só para a região em que viveram, mas para a história do Brasil. “Parte da apropriação do simbolismo difere dos desenhos originais, entretanto, o que importa na apropriação, que em grande parte é mercadológica, não é a originalidade, mas o simbolismo que permeia tal apropriação. As pessoas pouco conhecem a história dos índios porque a história indígena como um todo é pouco estudada no currículo escolar”, afirma Anna, que é Professora de Sociologia e História, Cientista Social, mestre em Antropologia e doutora em História Social da Amazônia.
A atividade faz parte de uma série de outras ações que serão realizadas ao longo do semestre em parceria com o Grupo de Pesquisa Hindia, da Universidade Federal do Pará (UFPA), com o objetivo de dar visibilidade às questões e estudos indígenas na Amazônia.
ESCOLHA
“Fotojornalismo - Relato de experiências”, com Cadu Gomes e mediação de Raimundo Paccó
Quando: Hoje, 19h
“O Simbolismo Marajoara No Cotidiano Brasileiro”, com Anna Linhares
Quando: Amanhã, às 19h
Onde: Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523)
Quanto: Entrada franca
Informações: (91) 3224-5654
(Diário do Pará)
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