A jornalista e fashionista Amanda Campelo, do blog “Nós Vamos Assim”, participa da programação com o workshop “Meu Guarda-roupa Sustentável”, em que dividirá com o público a própria experiência de tentar reduzir o guarda-roupa a 47 peças. Para ela, a mudança de hábitos e a busca por um “guarda-roupa sustentável” veio de uma situação que tem se tornado comum a partir de uma indústria que ensinou o consumo desenfreado.
“Chega um momento que a gente tem tanta coisa que não precisa e se questiona o porquê dessas coisas ali. A gente percebe que se tornou uma compulsão porque mesmo com tanto, ainda quer comprar mais. Houve situação de eu olhar e pensar ‘nossa, não tenho nada para vestir’ e ter roupa pulando para fora do guarda-roupa. E assim você vai se conscientizando de algo que pode até parecer clichê, mas é verdade: quantidade não é sinônimo de qualidade”, diz ela.
O pontapé inicial para a mudança, conta Amanda, foi uma postagem que leu em um blog sobre “armário capsula”, cujo conceito é que cada pessoa pode chegar a um armário que tenha um número limitado de peças-chaves e uma dinâmica que evite aqueles quilos de roupas nunca usados. “Foi assim que dei início ao ‘Projeto 47’. Minha meta é chegar a um guarda-roupa com 47 peças”, conta Amanda. A dificuldade, ela afirma, está em desapegar das roupas.
“O que aconselho é a pessoa fazer um espécie de tabela e analisar o que ela realmente precisa”, diz ela. Ainda faltam 10 peças para a fashionista chegar à própria meta e, como boa alternativa, ela conta com a realização de bazares. “Você vai aprendendo que não é só se desfazer das roupas. Elas podem ganhar nova história, formar uma relação afetiva com outra pessoa ao invés de estar lá, guardadas por meses no armário”, provoca.
Um outro desafio para pôr em prática e pelo qual as pessoas podem começar é frear as compras. “É difícil passar na frente de lojas de departamento, ver coleções novas, mas agora, no fundo, eu sei que aquilo só ia levar a mais roupas a se acumularem. É o mesmo quando a gente vê em promoção e pensa que as coisas estão baratas, que é uma oportunidade, e acaba comprando o que não precisa. Eu tenho conseguido pelo menos diminuir o ritmo, comprar menos e tentar chegar a essas 47 peças”, comemora Amanda.
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