Carlos Henry, compositor conhecido em Belém como vencedor de diversos festivais de MPB que fervilhavam por aqui nos anos 1970, volta hoje à cidade, para lançar na Casa do Gilson, às 21h, o disco “Olho Mágico”, o segundo em sua carreira. Recheado de músicas que abrangem a diversidade de ritmos da MPB, como samba, choro, valsa e rumba, a promessa é um show de boas canções e encontro de grandes nomes da música paraense.
Residindo em São Paulo há 35 anos, Henry exerce a medicina com o mesmo apuro com que dedilha o violão em suas apresentações na Pauliceia, onde participa ativamente dos movimentos musicais. Dentre algumas coisas, foi classificado no Projeto Rumos Música Itaú 2004. Seu primeiro disco, “Anjo Torto” contou com a participação de expoentes do cenário nacional, como Eduardo Gudin, Proveta e Elton Medeiros, e foi muito bem avaliado pela crítica especializada.
Com o CD e show “Olho Mágico”, o músico traz 11 canções inéditas e autorais, das quais quatro são com parceiros como Eduardo Santhana e Maurício Sant’Anna, além dos paraenses Nego Nelson e Maca Maneschy. Estes últimos são ainda convidados especiais da apresentação na Casa do Gilson. “Vai ser um momento com amigos. Mesmo há 35 anos em São Paulo, vou a Belém pelo menos uma vez por ano”, diz ele. Entre as composições incluídas neste repertório cantado entre os parceiros de longa data, estão “Prece na Madrugada” e “Vida Torta”.
“A primeira vez que trouxe canções desse disco a Belém, em 2015, foi no Margarida Schivasappa e o pessoal do Gilson ficou enciumado, então prometi que voltaria em abril para fazer um grande show ali, que é o templo do samba e do choro”, conta Henry.
A cantora Andrea Pinheiro irá participar em algumas canções, e ainda haverá a participação dos músicos Paulinho Moura (violão 7 cordas), Gilson e Bochecha (cavaquinho) e Bruno (percussão). “Em tão boa companhia, eu levarei oito canções do novo disco, mas também aproveito para tocar seis de ‘Anjo Torto’”, adianta o músico.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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