Após quase dez anos cantando em barzinhos, a cantora paraense Lívia Mendes decidiu tirar os próprios projetos da gaveta, gravar suas composições e apresentar para os amigos. O apoio foi fundamental para que ela decidisse investir na carreira autoral e desabrochasse como artista. Influenciada pela folk music americana, suas canções apresentam fortes acordes de violão, com letras românticas e suaves. O primeiro EP, que leva o seu nome, será lançado hoje, a partir das 19h, pelo projeto “Parque Musical”, no Teatro Estação Gasômetro, em Belém.
O EP traz cinco composições: “Bom Conselho”, que fala sobre se libertar dos problemas da vida para viver melhor; “Filme Europeu”, uma letra engraçada sobre as coisas que fazem a cantora feliz; “Cor de Rosa”, um manifesto à liberdade, para desatar os nós que nos amarram; “Astronauta”, música mais romântica e pop; e “Café Quentinho”, sobre a paixão louca que às vezes sentimos por alguém. As letras foram todas escritas por Lívia e os arranjos e as melodias começaram de forma improvisada.
“Às vezes, tenho uma ideia e corro para o celular, escrevo e já gravo a ideia da melodia. Depois envio para a banda, a gente faz os ajustes e pensa junto como compor. Estou nascendo agora como cantora. Busco falar de amor, romance e ativismo feminista, pois sou feminista! Usamos dois violões, violino e só uma guitarra, que não é muito pesada, ukulelê, então tem essa marca folk por causa das cordas na sonoridade”, diz.
Assumidamente fã de Bob Dylan, que permeia suas composições, Lívia também tem inspiração em cantoras como Mallu Magalhães, Clarice Falcão, Céu, Vanessa da Mata e outras brasileiras da cena atual. Professora de inglês e espanhol, ela também compõe em outros idiomas e algumas canções estarão presentes no show, que terá 14 músicas, nove além das que compõem o EP.
“Para mim, esse momento é meio catártico, porque foi tanta gente que me ajudou e que me apoiou, que considero agora duas vitórias: uma minha e outra de todo mundo que participou do processo de gravação. O show é uma forma de celebrar isso junto com todo mundo. Outro ponto é que a cena autoral em Belém está fervendo e isso é importante e me estimula”, revela a cantora.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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