A cultura japonesa invadiu o ocidente: são animes, sushis e comportamento em busca de bem estar relacionados à tradição milenar oriental. Essa influência é ainda mais sentida no Pará, que possui a terceira maior colônia de japoneses no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e do Paraná. Por isso, o Centro Educacional Kyoko Oti busca promover uma série de atividades para difundir e preservar o conhecimento do Japão. A entidade promove, de amanhã até sábado, a Mostra de Cinema Japonês, com exibições sempre às 18h30, no Cinema Olympia, com entrada gratuita. A programação é parte do evento anual Encontro Cultural Brasil Japão, que será realizado no dia 12 de junho, das 11h às 17h, no Hangar, com apoio da Fundação Japão e do Consulado do Japão em Belém. Os títulos que entram em cartaz são: “5 Centímetros por Segundo” (2007), com direção de Makoto Shinkai; “De Mim para Você” (2010), de Naoto Kumazawa; “Waterboys” (2001), de Shinobu Yaguchi; “As Garotas do Shodo!” (2010); de Ryuichi Inomata; “Podem Enxergar as Nossas Luzes? O Primeiro Festival Depois do Tsunami” (2011), documentário da NHK. O secretário executivo da escola, Ronaldo Jorge, explica que a atividade com filmes precede o evento para que o público possa ter contato com obras japonesas e conhecer o país por meio das narrativas audiovisuais. “Escolhemos filmes que possuem uma linguagem jovem, com gêneros voltados ao drama, aventura e romance, além de um documentário sobre o tsnunami, que além de mostrar toda a catástrofe, mostra como eles reagiram ao desastre natural. Para nós, que temos uma cultura muito distinta, é importante perceber como os japoneses passam por esses processos”, diz. Enquanto coordenador educacional, ele percebe que há uma demanda crescente na capital paraense pelo entendimento da cultura japonesa e pessoas interessadas em realizar intercâmbio no Japão. “Existem vários setores da cultura japonesa que despertam esse interesse. A culinária é muito difundida no Brasil, além dos animes e os mangás. E agora, se existe o ‘sonho americano’, existe também o sonho japonês. As pessoas desejam morar lá”, comenta. (Dominik Giusti/Diário do Pará) |
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