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Museu do CCBEU comemora aniversário com exposição

A ideia de um museu é servir à memória, seja qual for o formato adotado. Em Belém, o Museu de Arte do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU), que abriga obras de artistas paraenses e também nomes de amplitude nacional e internacional, foi criado co

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A ideia de um museu é servir à memória, seja qual for o formato adotado. Em Belém, o Museu de Arte do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU), que abriga obras de artistas paraenses e também nomes de amplitude nacional e internacional, foi criado com a proposta de manter uma coleção de obras contemporâneas, em diferentes linguagens, e com um forte perfil educativo. Começou como uma galeria, apenas para exposições, sem acervo. Mas foi alçado a museu com a intenção de, além de exibir, investir na cadeia de produção.

Completando 25 anos, o Mabeu é hoje um sólido espaço de arte contemporânea na capital paraense. Para comemorar, será aberta hoje a exposição “Route 25”, que traz ao público, a partir de pinturas, fotografias, gravuras, esculturas, instalações e vídeos, a trajetória do museu – com destaque para peças que estiveram em exposições individuais ao longo de todo esse tempo.

De acordo com Simei Bacelar, gerente artística do CCBEU, a ideia de se criar o espaço museológico partiu do então diretor Jorge Alex Athias, que também é um apreciador de arte. O projeto para elaboração da galeria, nos moldes das galerias tradicionais, foi discutido e colocado em prática em 29 de maio de 1991, com uma exposição de Valdir Sarubbi, com a mostra “Memórias de Alexandria”, já na gestão de Amilcar Leão.

A premissa já era desenvolver exposições e parcerias interinstitucionais que proporcionassem ao visitante uma imersão no campo artístico. O projeto ficou a cargo de Yeda Potiguar, que esteve à frente do espaço por 17 anos. “Para nós, esta missão está em nosso DNA. Promover arte e cultura é importante não só para nós, mas para a cidade. Hoje temos um acervo de 843 obras e somos cadastrados no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Além das exposições, também realizamos ações educativas e seminários. Isso mostra como um lugar tem a sua ligação com a história da arte em Belém”, diz Simei.

A mudança de galeria para museu teve a contribuição de Gileno Chaves, marchand e criador da Elf Galeria - que após sua morte continua sendo tocada pela sua esposa, Lucinha Chaves, e pela filha Luena. A partir das ideias de Gileno, a então galeria do CCBEU, que recebia propostas de exposições e as realizava, também passou a elaborar seu próprio acervo, adquirindo obras de artistas paraenses como Acácio Sobral, Alberto Bitar, Ana Mokarzel, Armando Queiroz, Armando Sobral, Cláudia Leão, Dina Oliveira, Dio Viana, Elieni Tenório, Elza Lima, Emanuel Franco, George Venturieri, Geraldo Teixeira, Jocatos, Nina Matos, e de nomes como Evandro Carlos Jardim (SP), Cláudio Tozzi (SP), Ubirajara Ribeiro (SP), Evandro Teixeira (BA), Susi Cantarino (ARG) e Diana Randazzo (ARG), que também expuseram no local.

“O Gileno Chaves foi fundamental nessa mudança. Ele preparou o projeto e doou muitas obras para a coleção, na gestão de Carlos Amílcar Pinheiro, e também foi presidente do conselho curador”, diz Simei.

CONSELHO CURADOR AJUDA A PENSAR CAMINHOS

Com o novo formato, uma das ações criadas para incentivar a produção artística foi o Salão Primeiros Passos, que como o próprio nome indica, destina-se aos iniciantes e tem por objetivo estimular a criação experimental, a partir de novos modelos e formatos.

Parte das obras que estão em “Route 25” vem dessas participações e de artistas que já fizeram exposições individuais no Mabeu, compondo um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira .

“O Mabeu já conta com belo acervo desses últimos 25 anos da produção local e nacional. Daí a relevância do espaço no panorama da cidade”, diz o artista plástico Jorge Eiró, membro do conselho curador do museu ao lado do tam bém artista Geraldo Teixeira, do colecionador de arte Jorge Alex Athias e da arte-educadora Yeda Potiguar .

A função do conselho é programar anualmente as atividades da galeria para o ano inteiro, além de conectar as ações ao pensamento da arte em Belém. Jorge Eiró destaca que a missão hoje é realizar intercâmbios do acervo, propondo diálogos com outros centros artísticos. “A curadoria atua não só na organização das exposições e da programação anual, mas também procura fazer também uma ponte com artistas de outros estados para intercambiar essa produção”, explica.

ACOMPANHE

Exposição Route 25
Onde: Museu de Arte do CCBEU (travessa Padre Eutíqueo, 1309)
Abertura: Hoje, às 19h.
Visitação: 1°a 29 de junho, de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h30, e sábado de 9h às 13h.
Quanto: entrada franca

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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