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Família paraense recebe Maria Eugênia em reality

Laura, 45 anos, e Wandinho, 39, se conheceram ainda muito jovens - ele com 18 anos; ela, com 24. Apaixonaram-se e juntos tiveram Ana Laura, hoje com 18 anos. Por conta das atitudes próprias dos tempos de imaturidade, eles se separaram. Mais de uma década

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Laura, 45 anos, e Wandinho, 39, se conheceram ainda muito jovens - ele com 18 anos; ela, com 24. Apaixonaram-se e juntos tiveram Ana Laura, hoje com 18 anos. Por conta das atitudes próprias dos tempos de imaturidade, eles se separaram. Mais de uma década depois, reataram o compromisso e tiveram mais uma filha, Olga, ou Olguinha, como preferem chamá-la – em homenagem à irmã mais velha de Laura, que os acolheu em sua residência diante dos perrengues da vida. Para a filha mais velha, porém, havia algo ainda entre os pais a ser decidido, pois, mesmo após tanto tempo entre idas e vindas, agora separados definitivamente, eles ainda moram juntos e dividem o mesmo quarto.

O desconforto acabou impulsionando Ana Laura a se inscrever no reality show “Adotada”, produzido pela MTV, com a apresentação de Maria Eugênia, a Mareu. E a família foi selecionada para participar do programa. Durante o mês de abril, uma equipe de 22 pessoas passou a visitar a casa para gravar o dia a dia da família Nunes, com o intuito de resolver a pendenga emocional entre o pai e a mãe da adolescente. O episódio será exibido na próxima terça-feira, 7, às 21h. Para a adolescente, a experiência auxiliou a entender melhor a configuração familiar – nada tradicional – e a importância de cada pessoa da casa para a harmonia do dia a dia de todos. “É casamento aberto, mas sem a parte boa e só para um dos lados!”, definiu muito bem Mareu.

É que ocorre o seguinte: desde quando a filha mais nova completou três anos, em 2013, Wandinho, como é conhecido Wandercley Martins, voltou a morar com a ex-mulher e as filhas, junto com a cunhada, Olga, em um conjunto residencial de classe média alta em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB). Como as irmãs são proprietárias de um salão de beleza no centro de Belém, distante cerca de uma hora de onde residem, é ele quem cuida das tarefas domésticas e do transporte das crianças para a escola e passeios. Além disso, as filhas são muito apegadas a ele e não o querem distante. A ida de Mareu à casa acabou sendo um choque de realidade.

“Eu estava confusa e não sabia o que de fato meus pais sentiam um pelo outro. Resolvi chamar a Mareu para ver se eles conseguiam decidir se ficam juntos ou não. Por que ainda dormem no mesmo quarto? Como a Mareu é muito sincera e fala tudo na cara, mexeu muito com a gente”, reflete Ana Laura.

A mãe reconhece que o pai das meninas é uma força dentro da casa e admite que, caso ele vá embora, a rotina da família perderá estrutura – já que ela sai cedo para cuidar das demandas do salão de beleza e só volta à noite. Mas também reconhece que a situação precisa estar mais bem resolvida. “A Mareu levantou pontos que às vezes você está acostumada e não vê defeitos, porque se tornam comum aos seus olhos. E ela tocou em assuntos adormecidos. Mudou muita coisa para a nossa família e, principalmente, para o pai das meninas”, conta Laura.

Em visita à casa que hospedou Mareu, o Você conversou com Wandinho. Ele acredita que a experiência serviu para que a família resolvesse os problemas sem muitos conflitos, reconhece que a situação não estava nada boa, mas concorda com Laura quando diz que assim configuraram a vida familiar por uma questão de conveniência e pelas filhas.

“O que a gente não faz pelas nossas filhas? Abri mão de outros trabalhos para ficar com elas. Até mesmo participar do programa, no início, eu não concordei, achei que ia expor demais a nossa vida. Mas elas me convenceram. A grande questão é que todo mundo acaba achando que a gente ainda é casado. Acabou que fomos ficando e nem percebi, apesar de me incomodar. Era mal resolvido, mas ninguém tocava nesse assunto”, admite.

Maria Eugência (de chapéu) com a família paraense que a "adotou": Laura e Wandinho Nunes, com a filha Ana Laura. (Foto: Divulgação)

UM "BIG BROTHER" EM CASA

Mas não foi só na parte sentimental que o programa mexeu com esta família. Eles dizem que era estranho acordar com a equipe na casa, com câmeras e luzes para a filmagem, mas logo se acostumaram, pois a presença de Mareu acabou sendo mais impactante do que toda a estrutura montada no entorno. Aos poucos, todos foram perdendo a timidez e agindo com naturalidade, numa espécie de “Big Brother” particular. Antes do início da série, a irmã de Laura, Olga, fez uma reunião na cozinha, com todos, para discutir como seriam os dias de gravação do reality - em vão. “Tentei dizer o que achava que a gente deveria ou não fazer, mas não deu muito certo”, diz.

“No começo, você fica assustada, é muita gente, eles entram em nossa intimidade. Mas depois ficamos mais tranquilos. No começo, a gente nem acreditava que era verdade, não mesmo! Quem vem de São Paulo para Belém? Mas eles vieram e eu amei, gostei realmente da Maria Eugênia, a chamo de filha e falo com ela até hoje pelo WhatsApp. Acredito nessa parte espiritual, que nada acontece por acaso”, diz Laura.

A família não pode adiantar o que foi decidido entre o casal, já que essa a chave do episódio que será exibido. Mas garante que, além da experiência de participar de um programa de televisão, ficou a reflexão sobre a conformação familiar e sobre como ajustar melhor a vida para que todos possam ser mais felizes. “Imagina perder esse elo com o Wandinho por conta do conceito dos outros, de que não podemos viver bem na mesma casa? Ninguém acredita, mas pode dar certo”, acredita Laura.

Ciceroneada pela família, Maria Eugênia passeou pelos principais pontos turísticos de Belém, tomou açaí e foi até as festas de aparelhagem. A apresentadora também andou de mototáxi clandestino, caminhou pela praça Batista Campos, fez compras no Ver-o-Peso e desfilou por aí orgulhosamente com a camisa que estampa a bandeira do Pará. Os Nunes recordam que, até no dia de ir embora, Mareu os abraçou e parecia não querer sair da cama do quarto de Laura, onde ficou hospedada. Pelo visto, a saudade ficou marcada no coração não só da família que a adotou.

ASSISTA

“Adotada” com a família Nunes, em Belém
Quando: Terça, 21h
Onde: MTV
Saiba mais: adotada.mtv.com.br

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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