“O Corpo em Melodia” é o inspirador tema da nona edição da “Mostra Maquinária – Mostra de Cinema e Vídeo Experimental”, que ocorre hoje, às 19h, no Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes. A programação, que exibirá sete trabalhos de videodança, entre produções nacionais e internacionais, é uma iniciativa do Núcleo de Produção Digital da Casa das Artes, com entrada franca, e é destinada a artistas, estudantes de cinema e audiovisual, de artes, e ao público em geral interessado pelo cinema experimental.
O evento reúne experimentações no âmbito da linguagem audiovisual, no espaço, no campo sonoro e no movimento, objetivando difundir e debater sobre este modo de produção que, aliado ao cinema e ao vídeo, abrange novas formas de narrativas através do espaço e campo sonoro, proporcionando uma nova poética à linguagem da dança.
“Alguns filmes têm o caráter mais purista e tradicional, no que diz respeito a uma dança filmada; outros já propõem uma experimentação de linguagens, seja a do corpo ou a do vídeo propriamente dito”, diz o coordenador do Núcleo de Produção Digital da Casa das Artes, Felipe Pamplona.
Entre os filmes que serão exibidos está “Cracks”, de 2013, trabalho do diretor espanhol Alex Pachón, um dos projetos de videodança mais premiados do mundo, com participações e prêmios em festivais como o “Festival Internacional de Videodanza de Buenos Aires”. “La Chica en El Bosque”, produção argentina, “Pintando de Tempo”, de Shawna Marie Tavsky e Gilberto González, do México, “Senhorita Fotografia”, do coletivo de audiovisual performático cearense “Ata Aquarídea”, e “Pessoal”, de Charlie Félix, do Rio de Janeiro, também são destaques da programação. A produção paraense está representada por Vanessa Hassegawa, com “Jurema”, e “Rebuçado”, de Danilo Bracchi.
Felipe Pamplona, coordenador do NPD, considera que a videodança é um estilo, não é necessariamente um gênero, mas sim um modo de realização audiovisual. “A ideia da mostra é difundir o cinema experimental e isso abrange todo o campo dessa área. Sempre existiu o cinema que conta história e o que não conta história, o que se interessa por um outro lado, por uma outra forma de experimentar o cinema no que diz respeito à articulação de imagem e som, e essa mostra é isso. Já mostramos vídeos de intervenções urbanas, cineastas que ficaram um pouco à sombra do cinema brasileiro, como Jairo Ferreira, e também tivemos uma retrospectiva da Letícia Parente, que é pioneira na videoarte brasileira”, diz Pamplona.
MOVIMENTO
“Mostra Maquinária: O Corpo em Melodia”
Quando: Hoje, às 19h
Onde: Cine Alexandrino Moreira - Casa das Artes (Pça. Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré)
Quanto: Entrada franca
(Diário do Pará)
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