Reunindo parte do acervo adquirido ao longo dos 15 anos de atividade do seu Espaço Cultural, o Banco da Amazônia abre nesta terça-feira, às 18h, a mostra coletiva “Trajetória”. A curadoria é de Emanuel Franco e contará com 18 obras de artistas amazônicos consagrados no circuito visual regional e nacional, como Alberto Bitar, Flavya Mutran e Geraldo Teixeira, além de marcar o aniversário de 75 anos da instituição financeira, celebrado no próximo dia 9 de julho.
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“Queremos que o público prestigie e conheça um pouco da história do nosso Espaço Cultural. Saiba como fomos delineando essa trajetória e como a instituição conseguiu imprimir sua marca no cenário cultural da cidade”, explica o arquiteto Orivaldo Pinto, analista da Gerência de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia, e responsável pela galeria.
Composta por fotografias, pinturas, desenhos, entre outras técnicas das artes visuais, a mostra apresenta também trabalhos de artistas como Bruno Cantuária, Egon Pacheco, Elciclei Araújo, Elisa Arruda, Lise Lobato, Odair Mindelo, Ricardo Andrade, Ricardo Macêdo, Werley Oliveira e do próprio curador, Emanuel Franco. “O Banco da Amazônia é a única instituição financeira do Norte que mantém um espaço cultural por um tempo tão longevo”, destaca Emanuel.
Para “Trajetória”, o curador conheceu todo o acervo do banco, para depois elaborar as diretrizes de montagem da exposição. Uma tarefa nada simples, segundo ele. “Não dava para congregar tudo o que vimos, então fizemos um recorte, com destaque para as exibidas nas exposições individuais, que estão muito mais representadas dentro do acervo por meio de obras e catálogos”, relata o curador.
Criado em 2001, na gestão da então presidente Flora Valladares, o Espaço Cultural Banco da Amazônia teve como primeiras curadoras a arquiteta Jussara Derenji e a a arte-educadora Lídia Souza, que compuseram um colegiado que selecionava os trabalhos a serem exibidos no lugar. Em 2007, foi instituído o Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais, edital público para esta seleção. Em 15 anos foram cerca de 80 exposições, entre mostras individuais e coletivas.
“São 15 anos de história e, mais que delimitar um período no tempo, essa trajetória serve para ratificar nossa compreensão acerca do papel da Cultura como um direito fundamental de todos e elemento preponderante para a formação de um povo, daí nossa grande responsabilidade na criação e na manutenção de um lugar para a fruição de manifestações e criações artístico-culturais”, afirma Marivaldo Gonçalves de Melo, presidente do Banco da Amazônia.

Obra "Flie00", de Flavya Mutran. (Foto: Flavya Mutran)
TRAJETÓRIA PONTUADA POR MOSTRAS
Entre os trabalhos que o público poderá rever durante a mostra “Trajetória” estão algumas das ilustrações da série “Essa é Você”, da designer Elisa Arruda, e as fotografias de “Arquivo 2.0 Desmemórias”, da fotógrafa Flavya Mutran, ambas exibidas no Espaço Cultural durante o primeiro semestre deste ano. Também foram selecionados por Emanuel Franco obras das séries “Nas Águas do Arari” (2008), de Lise Lobato; “Proliferação - Cuia e Madeira” (2013), de Elciclei Araújo; e “Súbita Vertigem” e “Efêmera Paisagem”, de Alberto Bitar, editor de fotografia do DIÁRIO DO PARÁ.
Elisa Arruda, artista que vive entre as cidades de Belém e São Paulo, define o conjunto de obras de “Essa é Você” como “uma espécie de jogo”, onde ela se expõe e, “por isso mesmo, o público feminino se identifica”. Os desenhos de traços pessoais e inconfundíveis da designer são ainda uma forma de enxergar suas questões “sob muitos pontos de vista”.
Outra paraense a expor, a fotógrafa Flávya Mutran, traz o encontro das séries “Delete.use” e “Raster”, que tratam a fotografia como narrativa, elemento fundamental na construção da memória. “É um trabalho sobre fotografia e não ‘de fotografia’”, considera a artista, que em determinados momentos exclui a figura humana de imagens icônicas mundialmente e, em outros, transforma estas em códigos de computador. Já outros trabalhos, como o do fotógrafo Alberto Bitar, percorrem um caminho pessoal na cena das artes visuais.Assim, a história do Espaço Cultural Banco da Amazônia é apresentada como a soma de muitas trajetórias que por ali passaram nos últimos 15 anos.
COMEMORE
Exposição “Trajetória”
Abertura: Hoje, às 18h30
Visitas: Até 26 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Onde: Espaço Cultural Banco da Amazônia (Presidente Vargas, 800 – Campina)
Quanto: Gratuito
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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