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Grupo Ribalta premiado no Ceará

Com uma equipe de 16 bailarinos, a Ribalta Cia. de Dança acaba de conquistar diversas premiações no Festival Internacional de Dança de Fortaleza (CE), o Fendafor. Foram 21 coreografias premiadas, além de um prêmio especial pelo conjunto da obra e a indica

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Com uma equipe de 16 bailarinos, a Ribalta Cia. de Dança acaba de conquistar diversas premiações no Festival Internacional de Dança de Fortaleza (CE), o Fendafor. Foram 21 coreografias premiadas, além de um prêmio especial pelo conjunto da obra e a indicação da bailarina Ana Vitória Araújo, 20, para o Festival Tanzolymp, em Berlim, na Alemanha.

E mal tiveram tempo de desfazer as malas e os diretores da companhia embarcam hoje para mais uma edição do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, considerado o mais importante do país, que será realizado a partir de amanhã até o dia 30, em diversos espaços da cidade.

“Todas essas conquistas foram realmente uma grande vitória e surpresa. As coreografias já vinham sendo preparadas. Fomos com dois grupos, a Ribalta Cia. de Dança, composta em sua maioria por professores de dança e que apresentou fragmentos de espetáculos de seu repertório, e o grupo Juvenil da Ribalta, formado por meninas ainda em fase de profissionalização, que concorreram com coreografias do espetáculo apresentado em 2015 na escola. Ou seja, elas tiveram mais de seis meses de preparação”, conta a diretora Mayrla Andrade.

A bailarina que ganhou destaque no festival, Ana Vitória Araújo, faz parte da Ribalta desde os seis anos de idade. Ela já coleciona algumas participações no Fendafor, e nesta última edição havia se apresentado com solos, trios, duos e conjuntos. “A indicação para o festival em Berlim se deu por conta do solo em que ganhei o primeiro lugar, na categoria Clássico Livre”, conta a bailarina. A coreografia, chamada “Icamiaba”, foi criada por Mayrla e baseada na história de uma tribo de guerreiras amazonas.

“Fiquei muito surpresa com todas as colocações que alcancei porque o festival estava muito mais forte esse ano, com mais grupos de grande qualidade técnica e artística”, comenta Ana Vitória Araújo. Para o festival Tanzolymp, ela pretende levar a mesma coreografia com a qual foi indicada, mas isso caso consiga o patrocínio necessário para a viagem. Aos 20 anos, ela está terminando o curso de Enfermagem, mas seu sonho é ser bailarina. “Preciso de outra profissão para bancar esse sonho, lutar contra a realidade do nosso Estado: a falta de patrocínio”.

(Foto: divulgação)

PRODUÇÃO NO PALCO E NA TEORIA

Para o festival em Santa Catarina, a companhia vai representada por seus dois diretores, Mayrla Andrade e Lindemberg Monteiro, que se apresentam em palcos abertos em diversos espaços da cidade. Na agenda deles, além de alguns duos, também estão solos a serem apresentados na Feira da Sapatilha, na Estação da Memória, na Praça Nereu Ramos e nos shoppings Cidade das Flores e Mueller Joinville.

“Serão seis coreografias, todas fragmentos de espetáculos do repertório da Ribalta Cia. de Dança”, adianta Mayrla. A diretora também destaca a importância das apresentações em palco aberto. “É uma oportunidade fantástica de mostrar o quanto na nossa cidade tem uma dança que é particular, de grande qualidade. Dançar em espaços abertos é ter a oportunidade de atingir todos os públicos: quem passa na rua, quem está numa estação, no shopping, numa praça, pessoas que vêm de outros estados e até países”, destaca.
DEBATE SOBRE DANÇA

Além da agenda extensa de apresentações, os diretores da Escola de Dança Ribalta foram aprovados para apresentar seus trabalhos acadêmicos no Seminário de Dança, evento que integra a programação do Festival de Joinville. Eles apresentarão suas pesquisas de mestrado e doutorado. A professora mestra Mayrla Andrade apresenta o tema “A Reinvenção do Cotidiano na Dança”, que faz parte de sua pesquisa de doutorado. Já o professor mestre Lindemberg Monteiro abordará as “Narrativas para um Pensar em Dança”.

Os dois são os únicos do Pará aprovados para as atividades acadêmicas do festival. Mayrla ainda terá a oportunidade de mostrar um pouco sobre a relação do seu trabalho em dança com a cidade de Ananindeua, que abriga sua companhia. “Vou falar da nossa cidade, do entendimento de que no cotidiano, seja através das memórias, das pessoas, das ilhas e bairros, das feiras, das praças, gera um movimento. E que esse movimento cotidiano das pessoas também é fonte possível para criar dança”, diz ela.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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