Há exatamente uma semana, Belém teve a oportunidade de receber uma banda que é símbolo do rock nacional. Com quase 20 anos de estrada, o Matanza se apresentou por aqui e levou o público ao delírio com os grandes sucessos do grupo. Infelizmente, a banda não veio completa. O icônico vocalista Jimmy London não pôde comparecer por causa do falecimento do pai e foi substituído por Donida, um de seus integrantes originais, o que não deixou o público em nada decepcionado.
O show marcou o retorno do Matanza à cidade e fez parte da segunda edição do Festival Amazônico de Cerveja. O público presente no evento viu de perto os músicos em sua melhor forma artística. Foi um verdadeiro retrospecto de sucessos, que celebrou a comemoração de quase duas décadas de carreira da banda, que ao longo do tempo faz questão de se reinventar.
“Nós procuramos nunca fazer o mesmo show por muito tempo. Tentamos sempre variar o repertório e tocar músicas diferentes para manter a coisa interessante, tanto para os fãs que assistem a vários shows, como para nós mesmos. Temos muitos álbuns e muitas músicas que gostamos de tocar”, contou o vocalista Jimmy London em entrevista exclusiva ao Você.
Com uma trajetória consolidada na música brasileira, o Matanza busca fortalecer cada vez mais o rock nacional, por isso a banda resolveu criar o seu próprio festival, para incentivar novos grupos a também produzir e mostrar a sua música. Com edições por vários estados, o “Matanza Fest” é sucesso por onde passa.
“O festival é uma grande celebração. Fazemos na raça, sem patrocínio nem apoio. O objetivo é reunir nossos amigos, parceiros, bandas que gostamos e os nossos fãs para uma noite especial, onde tudo acontece do jeito que achamos que deveria acontecer. Fazemos questão de ter uma estrutura legal, equipamento bom e tratamento top para todos os que estão conosco nessa batalha”, comenta Jimmy London.
Ao longo desse tempo todo de estrada, o grupo sofreu algumas modificações, mas nada que perdesse a identidade. Hoje, a banda pode ser considerada um quinteto com Jimmy, Don Escobar, Maurício Nogueira e Jonas, além de Donida, que atuava exclusivamente em estúdio desde 2008. Vale ressaltar que todas essas transições que aconteceram no grupo sempre foram de forma amigável.
“É normal que pessoas entrem e saiam da banda. A parte legal é que nunca houve um atrito ou coisa muito séria que tenha levado um ou outro a deixar o grupo. Continuamos todos amigos. No ‘Matanza Fest’ do Rio de Janeiro, por exemplo, tocou o Monstros do Ula Ula, banda do Diba, que foi o primeiro baixista do Matanza”, relembra Jimmy.
Sem desgaste
A relação com Belém já é antiga e os fãs se mostram eufóricos quando o grupo passa pela cidade. Toda essa paixão e relação que a capital do Pará tem com o rock faz com que o Matanza sempre leve isso em consideração quando escolhe as cidades por onde vai passar com as suas turnês.
“Tocar em Belém é muito gratificante, porque entendemos que é uma grande conquista. Sabemos da distância que precisamos percorrer e da dificuldade que isso acarreta. Não é uma produção simples, por isso ficamos sempre muito felizes de chegar até a região Norte. Damos o nosso melhor para que os shows sejam memoráveis”, afirma Jimmy London.
A banda não mostra sinais de desgaste, eles planejam continuar com os shows pelo tempo que for possível. “Queremos gravar mais e melhores álbuns, continuar tocando onde quer que consigamos chegar e fazer a festa de quem curte o bom e velho rock n’ roll”, avisa.
(Lucas Muribeca/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar