“Vocês, médicos, precisam estudar física”. Há sete anos, era o que o clínico geral Alfredo Coelho ouvia da autora e pesquisadora norte-americana T. S. Wiley, durante aula sobre influência eletromagnética da lua sobre o ciclo hormonal. A afirmação soou estranha - “a última coisa que a gente pensa é estudar física”, pensou -, mas após começar a carreira com medicina estética e atuar como clínico geral na área de bioquímica (a famosa medicina ortomolecular), uma experiência particular o fez comprovar o que a pesquisadora afirmava.
Em 2014, ele teve um Acidente Vascular Cerebral. Perdeu a fala e não conseguia escrever também. Mas conseguiu voltar ao trabalho em menos de um mês, usando a terapia Reac, que por meio de um equipamento recupera os mecanismos neurológicos e neuropsíquicos a partir de frequências de baixíssima intensidade aplicadas com uma caneta sonda no pavilhão auricular. É sobre os procedimentos desta e outras técnicas classificadas como processos de neuro e bio-estimulação e os benefícios de sua aplicação em crianças que o médico fala hoje durante palestra, às 9h, no Edifício Síntese 21, em Belém.
Além da Reac, Alfredo Coelho vem estudando e aplicando outras terapias como Aquera (que usa frequência dos sons), PRL Sistem (ondas magnéticas e luz) e TMS (estimulação elétrica sem eletrodos). “São terapias que envolvem efeitos da física, como luz, frequências e sons. Esses equipamentos estimulam o organismo a recuperar os mecanismos naturais de regeneração do corpo e consequentemente, a cura”, explica.
Ele explica que a atividade é voltada para os pais das crianças, que cada vez mais são diagnosticadas com alterações comportamentais, alergias, autismo e problemas neurológicos. O médico acredita que as terapias auxiliam no tratamento das doenças, por tratarem o corpo como um todo, ressaltando a vantagem de não se utilizar substâncias químicas, mas segundo Alfredo, se o paciente já fizer uso de algum remédio, a medicação não necessita ser interrompida para uso das terapias. “Atualmente temos quatro terapias que, no geral, visam otimização do organismo como um todo. Desde que passei a estudá-las, mudei totalmente o foco de atuação e passamos, cada vez mais, a trabalhar não somente a doença, mas o corpo como um sistema integral”, explica.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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