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Escola cubana avalia bailarinos paraenses

A professora e criadora do método cubano de balé, Ramona de Sáa, da Escola Nacional de Ballet de Cuba, e a responsável por implantar o método no Brasil, a professora paulista Paula Castro, chegam hoje ao Pará. Elas vão realizar exames com os alunos da Esc

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A professora e criadora do método cubano de balé, Ramona de Sáa, da Escola Nacional de Ballet de Cuba, e a responsável por implantar o método no Brasil, a professora paulista Paula Castro, chegam hoje ao Pará. Elas vão realizar exames com os alunos da Escola de Dança Ribalta, em Ananindeua, momento em que os bailarinos de diferentes idades serão avaliados de acordo com os parâmetros da metodologia cubana.

De acordo com a diretora artística da escola Ribalta, Mayrla Andrade, Paula Castro esteve na escola durante o primeiro semestre deste ano para pré-avaliar os alunos e classificar as turmas da escola de acordo com as séries propostas por Sáa – que são determinadas por meio das habilidades de cada bailarino. O método cubano é conhecido por dividir-se em quatro grandes eixos: memorização, musicalidade, expressividade e técnica. A habilidade nesses quesitos é fundamental para que o aluno garanta a certificação oficial da Escola Nacional de Ballet de Cuba.

“No exame com a mestra Ramona serão observadas as qualidades dos alunos em cima desses quatro eixos, com o domínio do conteúdo técnico e a musicalidade, já que cada movimento exige uma habilidade diferenciada, podem ser lentos ou ter dinâmica, e isso será observado”, explica Mayrla Andrade.

A diretora explica que optou por trabalhar com o método cubano em sua companhia de dança contemporânea por este proporcionar a liberdade criativa com base no corpo latino americano – que é muito miscigenado e diferente do europeu e norte-americano. Além disso, a metodologia de Cuba também permite que outros repertórios de movimento, como o das danças tradicionais regionais, possam ser incorporados às aulas e na proposta pedagógica da escola, já que a Escola de Cuba considera as peculiaridades culturais de cada região.


“Nós dançamos com corpo que temos e não com o que queremos ter, e é com ele que a gente se expressa e se desenvolve. O método cubano privilegia um ensino dos corpos latino-americanos, esse é o grande disparador. E isso nos fez escolher para o ensino dos nossos alunos. Também se respeita o nível cognitivo do aluno, a sua habilidade e estrutura óssea”, explica a diretora

EMPENHO PELA PROFISSIONALIZAÇÃO

Para a coordenadora da Escola de Dança Ribalta, Mayrla Andrade, a vinda de Ramona de Sáa a Ananindeua representa o reconhecimento de um esforço coletivo realizado durante 20 anos pelos diversos profissionais que integram a companhia. “Isso para nós é muito gratificante. Aprendi que não somos diferentes em termos de qualidade, de paixão, de amor, de tudo que a dança exige, de quem está lá fora. Receber a Ramona de Sáa é um coroamento, é entender que fazemos dança com seriedade, com profissionais competentes”, diz.

Após 11 anos, oito para a formação elementar e três para a formação técnica, o bailarino que desejar tornar-se professor do método tem a possibilidade de realizar novos exames para ter a certificação profissional. Mayrla Andrade destaca também que a certificação permite que o aluno possa conquistar vagas em outras companhias, nacionais e internacionais.

Mayrla acredita que a formação em dança é um processo contínuo e que o conhecimento de outras técnicas é importante para o repertório criativo. “É necessário para que se tenha um aprofundamento. Tive a oportunidade de ter professores de todas as linguagens. O balé clássico é fundamental para aluno, assim como a dança contemporânea, jazz e dança de rua, para a formação do artista. E o método cubano é um dos melhores metodologias para se desenvolver a criatividade nessa área para os alunos, por respeitar os limites e as diferenças de cada um”, diz.

CONHEÇA

Escola Ribalta
Onde: Cidade Nova 6, WE 77, n° 652
Informações: 3263-2535

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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