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Documentário mostra vida de artista paraibano

Artista paraibano que transita entre linguagens e poéticas, Pedro Osmar é um militante pela liberdade do criar e do fazer artístico. Ativista nas décadas de 1970 e 1980, ele atuou no Nordeste ao lado de nomes como Elba Ramalho, Zé Ramalho e Chico César. C

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Artista paraibano que transita entre linguagens e poéticas, Pedro Osmar é um militante pela liberdade do criar e do fazer artístico. Ativista nas décadas de 1970 e 1980, ele atuou no Nordeste ao lado de nomes como Elba Ramalho, Zé Ramalho e Chico César. Com irmão, Paulo Ró, criou em 1974 o grupo “Jaguaribe Carne”, para experimentações sonoras. As mais de três décadas de sua trajetória são o mote do filme “Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista”, lançado em setembro em São Paulo, e que será exibido hoje, às 17h, no Cine Líbero Luxardo, em Belém. A programação faz parte do Festival Se Rasgum.

O diretor do filme, Rodrigo T. Marques, da Complô Produções, conta que a ideia de fazer o vídeo surgiu do desejo de conhecer mais a terra de seus avós, a Paraíba, e de desvelar as criações do artista. A obra começou a ser produzida de forma independente, há mais de três anos, e foi finalizada apenas este ano, com o apoio do programa Rumos Itaú Cultural 2015-2016.

Em um primeiro momento, ao lado do também diretor Eduardo Consonni, acompanhou a gravação de Pedro em um estúdio de São Paulo. Por conta própria, passaram a filmar o artista por lá. Mas depois souberam de uma festa que seria realizada para homenageá-lo em João Pessoa. E lá, além de filmar o evento com amigos e parentes de Pedro, também mergulharam no acervo do núcleo de documentação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde encontraram verdadeiras raridades de Pedro quando jovem. Mais que isso, um cenário histórico, político e cultural bastante fervoroso. Com a ajuda dos professores Fernando Trevas e Lara Amorim, acabaram incorporando também as cenas antigas dos vídeos pinçados na universidade.

“Vimos que havia um verdadeiro tesouro nos arquivos. E pudemos acessar o acervo, tivemos liberdade para isso. O Pedro aparece ainda muito jovem, na época do Jaguaribe Carne, o Chico César bem novo”, revela o diretor.

Do ponto de vista estético, eles preferiram montar o filme com as cenas da vida de Pedro, ora como cantor, ora como artista plástico e poeta, em vez de fazer entrevistas. “É uma proposta estética ousada, queremos mostrar o Pedro por ele mesmo, com o material dele, como agitador cultural, músico, compositor, poeta, em diversas situações, com várias facetas que falam do Pedro”, diz Rodrigo.

O diretor diz ainda que existe o eixo que alinha todo filme que é a pesquisa musical de Pedro Osmar, desde a sua produção de letras, de uma forma mais tradicional, até a maneira com que ele começa a subverter a própria produção para uma área experimental e instrumental, de livre improvisação. “Hoje ele quer retomar às canções e gravou um disco com a própria voz, chamado ‘Quem Vem de Lá’, com mais de 30 canções que escreveu ao longo da vida”, conta o diretor.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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