O poeta Heraldo Goez costumava publicar diariamente poemas antes de dormir, já de madrugada, em seu perfil no Facebook. Eram escritos sobre amor, paixão, política. Até que começou a ter retorno sobre o que andava fazendo. “Um amigo comentou que gostava de acordar e ler ainda no café da manhã os meus poemas”, diz. Foi a partir de comentários como esse que ele passou a considerar reunir os pequenos textos em um livro. Assim surgiu “Navegando Estrelas - Poesia na Madrugada”, que será lançado neste sábado, 5, em Belém.
O livro apresenta 69 poemas que tratam, principalmente, da própria vida amorosa do poeta. Uma experiência na infância também foi rememorada: o céu límpido e sua luz, na Marambaia, bairro que ele considera a sua “aldeia-mundo”. “A tecnologia foi muito importante para que o livro existisse. Foi a partir desse movimento que se criou na internet, a poesia na madrugada, que as pessoas começaram a comentar e pensei na possibilidade do livro”, conta o autor.
A obra tem o selo da Editora Chiado, de Portugal, e já foi lançado no estande da editora durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O autor explica que escreveu como se fosse uma peça em três atos, a partir do relacionamento de um casal e seu cotidiano, como as histórias se entrelaçam e se confundem e, a partir da convivência, como casal se torna uma unidade, com gostos e preferências parecidos.
“Escrevi sobre as diversas fases de um relacionamento, os altos e baixos, a necessidade de amor ser maior do que o próprio homem e mulher. De como vivemos o mundo do outro e absorvemos o que o outro gosta, o que nos faz enveredar por outros caminhos”, comenta.
Sobre seu processo criativo, o poeta acredita que é preciso questionar o que se sente e dessa forma fluir o pensamento para o papel. “Penso sobre os relacionamentos, os amores vividos, uns bem vividos, outros nem tanto, questionando determinadas conclusões e vou escrevendo.”, diz.
Além de poeta, Heraldo também é desenhista, especialista em imagens hiper-realistas, e músico. Ele morou durante 26 anos em São Paulo, onde se envolveu com movimentos artísticos e culturais.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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